Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Isadora, de oitenta anos de idade, compareceu à consulta com seu médico generalista após ter recebido alta hospitalar por queda da própria altura. Não foi diagnosticada nenhuma fratura.Sabendo que a prevenção de queda em idosos é imprescindível na avaliação e nos cuidados integrais para essa faixa etária, assinale a alternativa que não apresenta um fator de risco para queda em idosos.
Fatores de risco para quedas em idosos: polifarmácia, déficit cognitivo, história prévia, idade avançada. Gênero masculino NÃO é.
A prevenção de quedas é crucial na geriatria, e a identificação de fatores de risco modificáveis e não modificáveis é o primeiro passo. O gênero feminino, e não o masculino, é classicamente associado a um maior risco de quedas devido a fatores como osteoporose e menor massa muscular.
A prevenção de quedas em idosos é um pilar fundamental da geriatria, visando manter a autonomia e qualidade de vida. Quedas podem levar a fraturas, hospitalizações, medo de cair e declínio funcional. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para implementar estratégias preventivas eficazes. Os fatores de risco para quedas são multifatoriais e podem ser intrínsecos (relacionados ao indivíduo) ou extrínsecos (relacionados ao ambiente). Entre os intrínsecos, destacam-se a idade avançada (>80 anos), história pregressa de quedas, polifarmácia (uso de 5 ou mais medicamentos), déficit cognitivo, distúrbios de marcha e equilíbrio, fraqueza muscular, alterações visuais e doenças crônicas. O gênero feminino é mais frequentemente associado a quedas e suas complicações, como fraturas osteoporóticas. A abordagem terapêutica e preventiva envolve uma avaliação geriátrica ampla, revisão da medicação, programas de exercícios para força e equilíbrio, adaptações ambientais e tratamento de condições médicas subjacentes. A educação do paciente e familiares sobre os riscos e medidas preventivas é essencial para reduzir a incidência de quedas e suas consequências.
Os principais fatores incluem polifarmácia, déficit cognitivo, história pregressa de quedas, idade avançada e condições médicas crônicas.
A polifarmácia pode levar a interações medicamentosas, efeitos colaterais como tontura, sedação e hipotensão ortostática, que comprometem o equilíbrio e a marcha.
A avaliação integral permite identificar múltiplos fatores de risco (intrínsecos e extrínsecos), planejar intervenções personalizadas e monitorar a eficácia das medidas preventivas.
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