IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2019
Em relação à Atenção à Saúde do Idoso, é necessário que o médico da Atenção Primária à Saúde seja capaz de avaliar o risco de queda. Assinale, a seguir, o que não é considerado fator de risco para queda nos idosos.
Risco de queda em idosos ↑ com quedas prévias, alterações cognitivas, marcha alterada, fraqueza muscular. Sexo feminino tem maior risco.
A avaliação do risco de queda é fundamental na atenção primária ao idoso, pois quedas são eventos sentinela de fragilidade e podem levar a morbimortalidade significativa. O sexo feminino é, de fato, um fator de risco maior para quedas do que o masculino, devido a fatores como osteoporose e menor massa muscular em média.
As quedas em idosos representam um grave problema de saúde pública, sendo a principal causa de lesões fatais e não fatais nessa população. Atingem cerca de um terço dos idosos acima de 65 anos anualmente, e essa incidência aumenta com a idade. A identificação e manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção, impactando diretamente a qualidade de vida e a autonomia do idoso. A fisiopatologia das quedas é multifatorial, envolvendo a interação de fatores intrínsecos (relacionados ao indivíduo) e extrínsecos (ambientais). Fatores intrínsecos incluem alterações sensoriais (visão, audição, propriocepção), distúrbios de marcha e equilíbrio, fraqueza muscular, doenças crônicas (Parkinson, AVC, diabetes), uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia, especialmente psicotrópicos) e alterações cognitivas. A avaliação de risco deve ser sistemática na Atenção Primária, utilizando ferramentas como o teste Timed Up and Go (TUG) ou a Escala de Equilíbrio de Berg. A conduta preventiva envolve uma abordagem multidisciplinar. Intervenções incluem programas de exercícios para força e equilíbrio, revisão e otimização da farmacoterapia, correção de deficiências visuais, adaptações no ambiente domiciliar para remover obstáculos e melhorar iluminação, e educação do paciente e familiares. O sexo feminino é um fator de risco independente para quedas, em parte devido à maior prevalência de osteoporose e menor massa muscular, o que torna as mulheres mais suscetíveis a fraturas após uma queda.
Os principais fatores incluem quedas prévias, alterações cognitivas, distúrbios de marcha e equilíbrio, fraqueza muscular, uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia) e problemas de visão.
A atenção primária deve realizar a avaliação de risco de queda, identificar fatores modificáveis, orientar sobre exercícios de equilíbrio e força, revisar medicações e adaptar o ambiente domiciliar.
Mulheres idosas apresentam maior prevalência de osteoporose e sarcopenia, além de terem uma expectativa de vida maior, o que as expõe por mais tempo aos riscos de fragilidade e quedas.
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