Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
O principal fator de risco isoladamente para a ocorrência de prenhez ectópica é:
Principal fator de risco isolado para prenhez ectópica → Prenhez ectópica prévia.
A ocorrência de uma prenhez ectópica prévia é o fator de risco isolado mais significativo para uma nova gravidez ectópica, devido ao dano tubário subjacente que predispõe à implantação fora do útero.
A prenhez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. É uma emergência ginecológica que pode levar a hemorragia interna grave e é uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre da gravidez. A compreensão de seus fatores de risco é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia envolve qualquer condição que retarde ou impeça a passagem do óvulo fertilizado pela tuba uterina. Isso pode incluir danos estruturais ou funcionais nas tubas. O diagnóstico é feito pela combinação de teste de gravidez positivo, ultrassonografia transvaginal e dosagem seriada de beta-hCG. Os fatores de risco são diversos, mas a história de uma prenhez ectópica prévia é o mais potente, aumentando o risco de recorrência em até 15%. Outros fatores importantes incluem doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia (laqueadura, salpingostomia), uso de dispositivo intrauterino (DIU) se a gravidez ocorrer, tabagismo e técnicas de reprodução assistida. O manejo pode ser expectante, medicamentoso (metotrexato) ou cirúrgico, dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente e das características da gravidez ectópica.
Os fatores de risco incluem prenhez ectópica prévia, doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, uso de DIU (embora raro, se ocorrer gravidez), tabagismo e técnicas de reprodução assistida.
Uma prenhez ectópica prévia indica que houve algum dano ou alteração na anatomia ou função tubária (como aderências, cicatrizes) que predispõe a uma nova implantação fora do útero.
O tabagismo pode afetar a motilidade ciliar das tubas uterinas, dificultando o transporte do óvulo fertilizado para o útero e aumentando o risco de implantação ectópica.
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