INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) recomenda o uso de aspirina profilática em baixas doses durante a 12ª e 28ª semanas de gestação para pacientes com alto risco ou com múltiplos fatores de risco moderados para pré-eclâmpsia. São considerados fatores de risco, exceto:
Prevenção pré-eclâmpsia: Aspirina profilática em alto risco. Tabagismo NÃO é fator de risco.
O tabagismo, embora prejudicial na gravidez, não é considerado um fator de risco para pré-eclâmpsia. Fatores como nuliparidade, fertilização in vitro, hipertensão crônica e doenças autoimunes como LES aumentam o risco e justificam a profilaxia com aspirina.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo disfunção placentária e resposta inflamatória sistêmica. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para a implementação de medidas preventivas. As diretrizes do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) recomendam a profilaxia com aspirina em baixas doses (geralmente 81 mg/dia) para gestantes com alto risco ou com múltiplos fatores de risco moderados para pré-eclâmpsia. Essa intervenção, quando iniciada entre 12 e 28 semanas de gestação e mantida até o parto, demonstrou reduzir significativamente a incidência de pré-eclâmpsia, especialmente as formas graves e de início precoce. É fundamental que o residente saiba diferenciar os fatores de risco para pré-eclâmpsia de outros fatores de risco gestacionais. Nuliparidade, histórico de pré-eclâmpsia, hipertensão arterial crônica, diabetes pré-gestacional, doenças autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e síndrome do anticorpo antifosfolípide, doença renal crônica e gestação múltipla são exemplos de fatores de risco bem estabelecidos. O tabagismo, por outro lado, embora associado a outras complicações gestacionais como restrição de crescimento e descolamento prematuro de placenta, não é um fator de risco para pré-eclâmpsia.
Os principais fatores incluem nuliparidade, gestação múltipla, histórico de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doenças autoimunes (LES, SAF), doença renal e IMC elevado.
A aspirina em baixas doses é indicada para pacientes com alto risco ou múltiplos fatores de risco moderados, geralmente iniciada entre 12 e 28 semanas de gestação.
Embora o tabagismo seja prejudicial na gravidez, ele não está associado ao aumento do risco de pré-eclâmpsia; na verdade, alguns estudos sugerem uma associação inversa, mas não é um fator protetor.
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