UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Com relação à etiologia e ao risco para desenvolvimento da pré-eclâmpsia, é INCORRETO afirmar:
Hipertensão crônica ↑ risco de pré-eclâmpsia, não é equivalente a não portadoras.
A hipertensão arterial crônica é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, aumentando significativamente a probabilidade da doença em gestantes. A afirmação de risco equivalente é incorreta, pois essas pacientes demandam vigilância e manejo específicos.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia complexa e multifatorial, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. Afeta cerca de 2-8% das gestações e é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, tornando seu estudo crucial para residentes. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos na circulação materna, resultando em disfunção endotelial sistêmica. O diagnóstico precoce e a identificação de fatores de risco como hipertensão crônica, obesidade, diabetes e histórico prévio são fundamentais para estratificar o risco e iniciar medidas de vigilância e prevenção. O manejo da pré-eclâmpsia varia conforme a gravidade e idade gestacional, podendo incluir monitoramento rigoroso, uso de anti-hipertensivos e, em casos graves, a interrupção da gestação. A prevenção secundária, através da identificação de fatores de risco no pré-natal, permite intervenções como o uso de aspirina em baixas doses para reduzir a incidência de formas graves.
Os principais fatores incluem hipertensão arterial crônica, obesidade (IMC > 30 kg/m2), diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, gestação múltipla, histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior e idade materna avançada.
A hipertensão crônica predispõe a disfunção endotelial e alterações vasculares que podem ser exacerbadas na gestação, contribuindo para a patogênese da pré-eclâmpsia, que envolve placentação anormal e resposta inflamatória sistêmica.
A prevenção primária total é difícil devido à etiologia multifatorial e ainda não completamente compreendida. No entanto, a identificação precoce de fatores de risco e o uso de aspirina em doses baixas em pacientes de alto risco podem reduzir a incidência e a gravidade.
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