HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
Qual dos itens abaixo não é um fator de risco para placenta prévia?
Placenta prévia: idade materna avançada, multiparidade, cesariana anterior e tabagismo são fatores de risco.
A placenta prévia é uma condição em que a placenta se insere total ou parcialmente no segmento inferior do útero. Fatores que alteram a vascularização endometrial ou aumentam a área placentária, como idade materna avançada e cesariana prévia, são importantes. Diabetes gestacional não é um fator de risco direto.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta no segmento inferior do útero, cobrindo total ou parcialmente o orifício interno do colo uterino. Sua incidência varia de 0,3% a 2% das gestações, sendo uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre, morbidade e mortalidade materna e perinatal. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia da placenta prévia está frequentemente associada a condições que comprometem a vascularização endometrial ou que exigem uma maior área de implantação placentária. Fatores como idade materna avançada, multiparidade, história de cesariana anterior, abortamentos prévios, curetagens uterinas, tabagismo e gestação gemelar aumentam o risco. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia, que deve ser realizada rotineiramente no segundo trimestre para localizar a placenta. O tratamento da placenta prévia é individualizado e depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e do bem-estar materno-fetal. Em casos de sangramento ativo, a internação hospitalar é necessária. A conduta expectante é comum em gestações pré-termo sem sangramento intenso, visando a maturação pulmonar fetal. O parto por cesariana é geralmente indicado para placenta prévia total ou parcial, enquanto a placenta prévia marginal pode permitir o parto vaginal em alguns casos selecionados.
Os principais fatores de risco incluem idade materna avançada, multiparidade, história de cesariana anterior ou outras cirurgias uterinas, tabagismo e gestação gemelar.
A cesariana anterior pode deixar cicatrizes no útero que alteram a vascularização endometrial, dificultando a implantação da placenta em locais adequados e favorecendo sua inserção no segmento inferior.
Não, o diabetes gestacional não é considerado um fator de risco direto para placenta prévia. Os fatores de risco estão mais relacionados a alterações na parede uterina ou na área de implantação.
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