CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Observe essas características de uma paciente:1. Mulher.2. 51 anos de idade.3. Raça branca.4. IMC 30 Kg/m2.5. Alcoólatra.6. Usuária de terapia de reposição hormonal combinada.7. Fratura de fêmur operada aos 40 anos de idade.8. Mãe com câncer de mama.São considerados fatores de risco para osteoporose os citados nos números:
Fatores de risco osteoporose: sexo feminino, raça branca, alcoolismo, fratura prévia. IMC alto e TRH combinada são protetores.
Os fatores de risco para osteoporose incluem características demográficas (sexo feminino, raça branca), hábitos de vida (alcoolismo) e histórico médico (fratura prévia por fragilidade). É importante diferenciar fatores de risco de fatores protetores, como o IMC elevado e o uso de terapia de reposição hormonal combinada, que tendem a proteger a densidade óssea.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, a um maior risco de fraturas. É uma condição de saúde pública significativa, especialmente em mulheres pós-menopausa e idosos, com alta morbidade e mortalidade associadas às fraturas. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para a prevenção e manejo. A fisiopatologia da osteoporose envolve um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea, com predomínio da reabsorção. Diversos fatores podem influenciar esse balanço. Os fatores de risco para osteoporose podem ser divididos em modificáveis e não modificáveis. No caso da paciente, ser mulher, de raça branca, etilista e ter histórico de fratura prévia por fragilidade (fratura de fêmur aos 40 anos, que pode ser considerada uma fratura de baixo impacto se não houver trauma significativo) são todos fatores de risco bem estabelecidos. É importante notar que nem todas as características apresentadas são fatores de risco. Um IMC de 30 Kg/m2 (obesidade) é geralmente considerado protetor contra a osteoporose, devido ao aumento da carga mecânica e à maior produção de estrogênio pelo tecido adiposo. Da mesma forma, a terapia de reposição hormonal combinada é um tratamento que visa prevenir a perda óssea na pós-menopausa, não um fator de risco. A história familiar de câncer de mama não é um fator de risco direto para osteoporose, embora a história familiar de osteoporose seja. O manejo da osteoporose envolve a modificação de fatores de risco (cessar tabagismo e alcoolismo), suplementação de cálcio e vitamina D, exercícios físicos e, em casos indicados, terapia farmacológica.
Os principais fatores de risco não modificáveis para osteoporose incluem sexo feminino, idade avançada, raça branca ou asiática, história familiar de osteoporose ou fraturas por fragilidade, e menopausa precoce não tratada.
O alcoolismo crônico e o tabagismo são fatores de risco modificáveis significativos para osteoporose. O álcool e a nicotina podem interferir na formação óssea, aumentar a reabsorção óssea e prejudicar a absorção de cálcio, contribuindo para a diminuição da densidade mineral óssea.
Um IMC elevado (obesidade) é geralmente considerado um fator protetor contra a osteoporose, devido à maior carga mecânica sobre os ossos e à produção de estrogênio pelo tecido adiposo. A terapia de reposição hormonal combinada, por sua vez, é um tratamento que ajuda a prevenir a perda óssea em mulheres pós-menopausa, não sendo um fator de risco, mas sim uma intervenção protetora.
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