UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
São fatores de risco para o desenvolvimento das infecções do sítio cirúrgico, EXCETO,
Fatores de risco para ISC (Infecção de Sítio Cirúrgico) são divididos em: ligados ao paciente (DM, obesidade), ao ambiente (esterilização) e ao procedimento (tempo, drenos).
A prevenção da Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) é multifatorial e baseada em 'bundles' de cuidados. Controlar fatores modificáveis do paciente (glicemia, tabagismo), garantir a técnica cirúrgica (antissepsia, tempo) e manejar o perioperatório (normotermia, antibioticoprofilaxia) são cruciais.
A Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e temidas no pós-operatório, associada a aumento da morbidade, mortalidade, tempo de internação e custos hospitalares. Ela é definida como uma infecção que ocorre em até 30 dias após o procedimento (ou até 1 ano se houver implante de prótese), acometendo a incisão ou órgãos e cavidades manipulados durante a cirurgia. Os fatores de risco são classicamente divididos em três categorias. Fatores ligados ao paciente incluem condições que comprometem a resposta imune e a cicatrização, como diabetes, obesidade, tabagismo e desnutrição. Fatores ligados ao ambiente envolvem a esterilização do material, a qualidade do ar na sala cirúrgica e a técnica de antissepsia. Fatores ligados ao tratamento/procedimento englobam a duração da cirurgia, a necessidade de drenos, a técnica cirúrgica e a ocorrência de hipotermia ou hiperglicemia perioperatória. A prevenção é a estratégia mais eficaz e se baseia na implementação de pacotes de medidas ('bundles'). Isso inclui a otimização clínica do paciente no pré-operatório, a correta indicação e administração da profilaxia antimicrobiana, a manutenção da normotermia e da normoglicemia no intraoperatório, e cuidados adequados com a ferida no pós-operatório. O conhecimento e a aplicação rigorosa dessas medidas são fundamentais na prática cirúrgica.
Os principais fatores incluem extremos de idade, obesidade, diabetes mellitus (especialmente com hiperglicemia perioperatória), tabagismo, desnutrição, imunossupressão, e colonização nasal ou cutânea por Staphylococcus aureus.
A profilaxia antibiótica deve ser administrada por via intravenosa nos 60 minutos que antecedem a incisão cirúrgica. Para alguns antibióticos como vancomicina ou fluoroquinolonas, o tempo de infusão é mais longo, devendo ser iniciado em até 120 minutos antes.
A classificação (Limpa, Limpa-contaminada, Contaminada, Infectada) estratifica o risco de ISC. Feridas limpas têm o menor risco (<2%), enquanto feridas infectadas ou sujas têm o maior risco (>27%), guiando a necessidade de profilaxia ou tratamento antibiótico.
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