Infecção de Sítio Cirúrgico: Fatores de Risco e Prevenção

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025

Enunciado

São fatores de risco para o desenvolvimento das infecções do sítio cirúrgico, EXCETO,

Alternativas

  1. A) ligados ao paciente: obesidade, diabetes, extremos de idade.
  2. B) ligados ao ambiente: esterilização ou desinfecção inadequada.
  3. C) ligados ao tratamento: drenos, cirurgia de emergência, hipotermia.
  4. D) ligados ao paciente: desnutrição, anemia pós-operatória, hipoxemia.
  5. E) ligados ao tratamento: tempo operatório prolongado, antissepsia cutânea inadequada.

Pérola Clínica

Fatores de risco para ISC (Infecção de Sítio Cirúrgico) são divididos em: ligados ao paciente (DM, obesidade), ao ambiente (esterilização) e ao procedimento (tempo, drenos).

Resumo-Chave

A prevenção da Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) é multifatorial e baseada em 'bundles' de cuidados. Controlar fatores modificáveis do paciente (glicemia, tabagismo), garantir a técnica cirúrgica (antissepsia, tempo) e manejar o perioperatório (normotermia, antibioticoprofilaxia) são cruciais.

Contexto Educacional

A Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e temidas no pós-operatório, associada a aumento da morbidade, mortalidade, tempo de internação e custos hospitalares. Ela é definida como uma infecção que ocorre em até 30 dias após o procedimento (ou até 1 ano se houver implante de prótese), acometendo a incisão ou órgãos e cavidades manipulados durante a cirurgia. Os fatores de risco são classicamente divididos em três categorias. Fatores ligados ao paciente incluem condições que comprometem a resposta imune e a cicatrização, como diabetes, obesidade, tabagismo e desnutrição. Fatores ligados ao ambiente envolvem a esterilização do material, a qualidade do ar na sala cirúrgica e a técnica de antissepsia. Fatores ligados ao tratamento/procedimento englobam a duração da cirurgia, a necessidade de drenos, a técnica cirúrgica e a ocorrência de hipotermia ou hiperglicemia perioperatória. A prevenção é a estratégia mais eficaz e se baseia na implementação de pacotes de medidas ('bundles'). Isso inclui a otimização clínica do paciente no pré-operatório, a correta indicação e administração da profilaxia antimicrobiana, a manutenção da normotermia e da normoglicemia no intraoperatório, e cuidados adequados com a ferida no pós-operatório. O conhecimento e a aplicação rigorosa dessas medidas são fundamentais na prática cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para ISC ligados ao paciente?

Os principais fatores incluem extremos de idade, obesidade, diabetes mellitus (especialmente com hiperglicemia perioperatória), tabagismo, desnutrição, imunossupressão, e colonização nasal ou cutânea por Staphylococcus aureus.

Qual o momento ideal para administrar a profilaxia antibiótica cirúrgica?

A profilaxia antibiótica deve ser administrada por via intravenosa nos 60 minutos que antecedem a incisão cirúrgica. Para alguns antibióticos como vancomicina ou fluoroquinolonas, o tempo de infusão é mais longo, devendo ser iniciado em até 120 minutos antes.

Como a classificação da ferida cirúrgica se relaciona com o risco de ISC?

A classificação (Limpa, Limpa-contaminada, Contaminada, Infectada) estratifica o risco de ISC. Feridas limpas têm o menor risco (<2%), enquanto feridas infectadas ou sujas têm o maior risco (>27%), guiando a necessidade de profilaxia ou tratamento antibiótico.

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