HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Denomina-se gravidez ectópica quando a implantação e o desenvolvimento do ovo ocorre fora da cavidade corporal do útero. São fatores de risco para gestação ectópica:
Fatores de risco para ectópica: DIPA, cirurgia tubária, infertilidade, tabagismo, DIU (falha).
A gravidez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, mais comumente nas tubas uterinas. Fatores que alteram a motilidade tubária ou causam danos à tuba, como infecções prévias (DIPA), cirurgias tubárias, infertilidade e tabagismo, aumentam significativamente o risco.
A gravidez ectópica é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela implantação do ovo fertilizado fora da cavidade endometrial do útero, sendo a localização tubária a mais comum. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre e exige diagnóstico e tratamento rápidos. A incidência tem aumentado devido a fatores como o aumento das doenças sexualmente transmissíveis e o uso de técnicas de reprodução assistida. A fisiopatologia da gravidez ectópica está frequentemente ligada a fatores que alteram a anatomia ou a função das tubas uterinas, impedindo o transporte adequado do zigoto. A doença inflamatória pélvica (DIPA), causada principalmente por infecções como clamídia e gonorreia, é um dos fatores de risco mais significativos, pois pode causar aderências e danos às cílias tubárias. Cirurgias tubárias prévias, como laqueadura ou cirurgias para infertilidade, também aumentam o risco. Outros fatores importantes incluem história prévia de gravidez ectópica, infertilidade (especialmente de causa tubária), uso de técnicas de reprodução assistida (devido à manipulação dos gametas e embriões), tabagismo (que afeta a motilidade tubária) e, em caso de falha do método, o uso de DIU. A idade materna precoce ou multiparidade, por si só, não são fatores de risco diretos para ectópica, ao contrário do que algumas alternativas podem sugerir. O diagnóstico precoce é feito com dosagem de beta-hCG e ultrassonografia transvaginal.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIPA), cirurgia tubária prévia, infertilidade, uso de técnicas de reprodução assistida, tabagismo e uso de DIU (em caso de falha do método).
O tabagismo está associado a um aumento do risco de gravidez ectópica devido a alterações na motilidade ciliar das tubas uterinas e na imunidade local, dificultando o transporte do óvulo fertilizado para o útero.
Não, o DIU não causa gravidez ectópica. Ele previne a gravidez de forma geral, mas é mais eficaz na prevenção da gravidez intrauterina. Assim, se uma gravidez ocorre apesar do uso do DIU, a probabilidade de ser ectópica é relativamente maior, mas o risco absoluto de ectópica não é aumentado pelo DIU.
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