IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
São considerados fatores predisponentes para DIP, EXCETO:
Contraceptivos orais NÃO são fator de risco para DIP; na verdade, podem oferecer proteção ao aumentar a viscosidade do muco cervical.
Os contraceptivos orais, ao contrário de outros métodos contraceptivos como o DIU (especialmente nos primeiros meses), não aumentam o risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Estudos mostram que eles podem até ter um efeito protetor, devido à alteração do muco cervical que dificulta a ascensão de microrganismos.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica que engloba a infecção e inflamação do trato genital superior feminino, incluindo endométrio, tubas uterinas, ovários e estruturas adjacentes. É uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. A maioria dos casos é causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que ascendem do trato genital inferior. Os fatores predisponentes para DIP incluem múltiplos parceiros sexuais, história prévia de IST ou DIP, tabagismo, douching vaginal e baixa condição socioeconômica. O uso de Dispositivo Intrauterino (DIU) é um fator de risco conhecido, principalmente nos primeiros 20 dias após a inserção, devido à possibilidade de introdução de patógenos durante o procedimento. No entanto, após esse período, o risco se estabiliza e é baixo. É crucial para residentes e estudantes de medicina diferenciar os fatores de risco. Os contraceptivos orais, ao contrário do DIU, não são considerados fatores de risco para DIP. Na verdade, a literatura sugere que eles podem ter um efeito protetor, pois as alterações hormonais induzidas aumentam a viscosidade do muco cervical, criando uma barreira física que dificulta a ascensão de microrganismos. O conhecimento preciso desses fatores é fundamental para a prevenção, diagnóstico e manejo adequados da DIP.
Os principais fatores de risco para DIP incluem infecções sexualmente transmissíveis (especialmente por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae), múltiplos parceiros sexuais, história prévia de DIP, uso de DIU (principalmente nos primeiros 20 dias pós-inserção), tabagismo e baixa condição socioeconômica.
Não, o uso de contraceptivos orais não aumenta o risco de DIP. Pelo contrário, alguns estudos sugerem que eles podem ter um efeito protetor, pois o aumento da viscosidade do muco cervical pode dificultar a ascensão de bactérias do colo do útero para o trato genital superior.
O DIU pode aumentar o risco de DIP, especialmente nas primeiras três semanas após a inserção, devido à introdução de bactérias durante o procedimento. Após esse período inicial, o risco é baixo e comparável ao de mulheres que não usam DIU, desde que não haja infecções sexualmente transmissíveis.
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