Displasia do Desenvolvimento do Quadril: Fatores de Risco

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023

Enunciado

A displasia do desenvolvimento do quadril é uma condição caracterizada por uma anormalidade entre a cabeça femoral e a cavidade acetabular. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais intrauterinos, sendo muito importante que se realize, ainda no berçário, as amplamente conhecidas manobras que testam a sua instabilidade. São fatores de risco para a displasia do desenvolvimento do quadril, EXCETO:

Alternativas

  1. A) História familiar positiva.
  2. B) Apresentação pélvica.
  3. C) Oligodramnia.
  4. D) Predomíno no sexo masculino.

Pérola Clínica

DDQ: Fatores de risco incluem história familiar, pélvica, oligodramnia. Mais comum em meninas.

Resumo-Chave

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é uma condição multifatorial, com fatores de risco bem estabelecidos como história familiar positiva, apresentação pélvica e oligodramnia. É crucial o rastreamento neonatal, mas o predomínio no sexo masculino NÃO é um fator de risco, sendo a DDQ significativamente mais comum em meninas.

Contexto Educacional

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é uma condição ortopédica pediátrica comum, caracterizada por uma relação anormal entre a cabeça femoral e o acetábulo. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo uma combinação de fatores genéticos e ambientais intrauterinos. A incidência varia, mas é uma das principais causas de osteoartrite de quadril na idade adulta se não tratada precocemente. A identificação dos fatores de risco é vital para o rastreamento e diagnóstico precoce. Os principais fatores de risco para DDQ incluem história familiar positiva (parentes de primeiro grau com DDQ), apresentação pélvica (especialmente em primigestas), oligodramnia (que restringe o movimento fetal), sexo feminino (a DDQ é 4 a 9 vezes mais comum em meninas), e primiparidade. A realização das manobras de Ortolani e Barlow no berçário e em consultas de puericultura é essencial para detectar a instabilidade do quadril. Em casos de fatores de risco ou exame físico duvidoso, a ultrassonografia de quadril é o método de imagem de escolha para confirmação diagnóstica em lactentes jovens. O tratamento precoce da DDQ, idealmente iniciado nas primeiras semanas de vida, geralmente envolve métodos conservadores como o suspensório de Pavlik, que mantém os quadris em flexão e abdução, promovendo o desenvolvimento adequado da articulação. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a luxações irredutíveis, necessidade de cirurgias mais invasivas e sequelas funcionais significativas. Portanto, a educação sobre os fatores de risco e a importância do rastreamento é fundamental para todos os profissionais de saúde que atendem recém-nascidos e lactentes.

Perguntas Frequentes

Quais são as manobras clínicas utilizadas para rastrear a displasia do desenvolvimento do quadril em recém-nascidos?

As manobras de Ortolani e Barlow são classicamente utilizadas para avaliar a instabilidade do quadril em recém-nascidos. A manobra de Ortolani busca reduzir um quadril luxado, enquanto a de Barlow tenta luxar um quadril instável, ambas indicando a necessidade de investigação adicional.

Por que a apresentação pélvica é um fator de risco para DDQ?

A apresentação pélvica aumenta o risco de DDQ devido à posição intrauterina que restringe o movimento do quadril do feto e aplica pressão sobre as articulações, dificultando o desenvolvimento adequado da cavidade acetabular e da cabeça femoral.

Qual a importância do diagnóstico precoce da DDQ?

O diagnóstico precoce da DDQ é crucial para permitir intervenções não cirúrgicas, como o uso do suspensório de Pavlik, que são mais eficazes e menos invasivas. O atraso no diagnóstico pode levar à necessidade de cirurgias complexas e sequelas a longo prazo, como osteoartrite precoce.

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