Fatores de Risco no Desenvolvimento Infantil: Impacto e Manejo

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 19 anos de idade, mãe solteira de uma criança do sexo masculino de 3 anos de idade, vem a consulta pediátrica de rotina e relata que seu maior medo é de que a criança tenha atraso do desenvolvimento neuropsicomotor e cognitivo dificuldades escolares em especial. O pai, com quem a criança não tem contato, é usuário de drogas e sempre foi um péssimo aluno e desajustado socialmente. Os pais viviam na mesma comunidade e só estiveram juntos duas vezes, tendo ocorrido a gravidez na segunda. O menino vive com a mãe, que lhe dá boas condições de vida (apesar de viver em uma comunidade urbana), mas ela precisa trabalhar duro como caixa de supermercado durante o dia para sustentá lo. Fica com a avó no período da manhã e na escola pública municipal à tarde, mas ela tem problemas de saúde e nem sempre consegue levá lo, então o deixa assistindo televisão. A escola relata que a criança, quando vai à aula, é agitada e troca muitas letras durante a fala, mas interage bem com os outros e não tem grandes atrasos em relação aos alunos da mesma idade. Com relação ao quadro clinico descrito acima, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A presença da avó como rede de apoio é um fator de proteção para essa criança, que estaria pior em uma escola em período integral.
  2. B) A ausência do pai, a baixa escolaridade da mãe e a ausência de variedade de estímulos são fatores de risco ao desenvolvimento da criança.
  3. C) Dados antropométricos do nascimento e de idade gestacional só terão impacto no desenvolvimento da criança em casos extremos.
  4. D) A mãe ter atividade profissional e a gestação não planejada agravam o contexto, mas não são fatores de risco para o desenvolvimento da criança.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo