UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
São fatores que interferem diretamente na cicatrização das feridas, EXCETO,
Hipoalbuminemia severa (<3.0 g/dL) prejudica a cicatrização; um valor de 4 g/dL é normal e a unidade mg/dL está incorreta.
A cicatrização é um processo complexo influenciado por fatores sistêmicos e locais. Idade avançada, diabetes, infecção e deficiências nutricionais (vitaminas, proteínas) são fatores clássicos que a retardam. A albumina sérica é um marcador nutricional, mas o ponto de corte para prejuízo significativo é < 3.0-3.5 g/dL.
A cicatrização de feridas é um processo biológico fundamental dividido em três fases sobrepostas: inflamatória, proliferativa e de maturação (remodelação). O sucesso desse processo depende de uma complexa interação de fatores locais e sistêmicos. A falha em qualquer etapa pode levar a cicatrização deficiente, deiscência ou infecção, aumentando a morbidade do paciente. Diversos fatores sistêmicos podem interferir negativamente no reparo tecidual. A idade avançada está associada a uma resposta inflamatória diminuída e menor síntese de colágeno. O diabetes mellitus prejudica a cicatrização por meio de microangiopatia, neuropatia, função leucocitária deficiente e hiperglicemia, que dificulta a fagocitose. A desnutrição, especialmente a deficiência de proteínas (refletida por hipoalbuminemia <3.0 g/dL), vitaminas (como C e A) e zinco, compromete a síntese de colágeno e a resposta imune. Fatores locais como infecção de ferida operatória são uma das principais causas de falha na cicatrização, pois as bactérias competem por oxigênio e nutrientes, além de liberarem toxinas. Outros fatores locais incluem isquemia tecidual, radiação e presença de corpos estranhos. O manejo adequado envolve a otimização do estado sistêmico do paciente e o cuidado local da ferida para garantir um ambiente propício à cicatrização.
Sinais incluem deiscência da ferida, formação de seroma ou hematoma, eritema persistente, edema, dor excessiva e secreção purulenta, que pode indicar infecção.
A albumina é crucial para a pressão oncótica e transporte de substâncias. A hipoalbuminemia severa (<3.0 g/dL) indica desnutrição proteica, comprometendo a síntese de colágeno, a angiogênese e a função imunológica, essenciais para o reparo tecidual.
A inflamação fisiológica é autolimitada, com calor e rubor diminuindo após 48-72h. A infecção apresenta sinais progressivos: dor crescente, eritema que se expande, secreção purulenta, febre e leucocitose sistêmica.
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