Câncer de Próstata: Fatores de Risco e Genética

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

No câncer de próstata pode-se afirmar que

Alternativas

  1. A) é mais comum em homens acima de 65 anos e de ascendência africana, além de possível relação com a mutação dos genes BRCA 1 e 2.
  2. B) o histórico de parente de primeiro grau com câncer de próstata e vasectomia são fatores de risco já bem definidos, além de obesidade.
  3. C) o rastreamento do câncer de próstata é preconizado pelo Ministério da Saúde independente de sintomas do trato urinário baixo como dificuldade para urinar e redução do jato urinário.
  4. D) para pacientes de baixo risco, ainda assim, é preconizado tratamento sem ressalvas, tendo em vista ser a neoplasia com maior mortalidade no sexo masculino no Brasil.

Pérola Clínica

Câncer de próstata: > 65 anos, ascendência africana, BRCA1/2 são fatores de risco chave.

Resumo-Chave

O câncer de próstata é mais prevalente em homens acima de 65 anos e em indivíduos de ascendência africana. Além disso, mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, tradicionalmente associadas ao câncer de mama e ovário, também conferem um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de próstata, especialmente em formas mais agressivas.

Contexto Educacional

O câncer de próstata é a neoplasia mais comum entre os homens no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, e a segunda causa de morte por câncer no sexo masculino. Sua incidência aumenta significativamente com a idade, sendo mais frequente em homens acima de 65 anos. Além da idade, a ascendência africana é um fator de risco bem estabelecido, com esses indivíduos apresentando maior risco de desenvolver a doença e, frequentemente, em estágio mais avançado ou com maior agressividade. Outros fatores de risco importantes incluem o histórico familiar de câncer de próstata, especialmente em parentes de primeiro grau. Recentemente, tem-se reconhecido a importância de mutações genéticas hereditárias, como as nos genes BRCA1 e BRCA2, que conferem um risco aumentado não apenas para câncer de mama e ovário, mas também para câncer de próstata, muitas vezes com apresentações mais agressivas. A obesidade também é considerada um fator de risco, enquanto a vasectomia não tem uma relação causal bem definida. O rastreamento do câncer de próstata, que envolve o exame de toque retal e a dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico), é um tema controverso. As diretrizes atuais, incluindo as do Ministério da Saúde, não recomendam o rastreamento em massa, mas sim a discussão individualizada com o paciente sobre os riscos e benefícios. Para pacientes de baixo risco, a vigilância ativa é uma opção de manejo cada vez mais utilizada, evitando tratamentos desnecessários e seus efeitos adversos, uma vez que muitos cânceres de próstata são indolentes e de crescimento lento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de próstata?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada (acima de 65 anos), histórico familiar de câncer de próstata (especialmente em parentes de primeiro grau), ascendência africana e certas mutações genéticas, como as nos genes BRCA1 e BRCA2.

Qual a relação entre as mutações BRCA1/2 e o câncer de próstata?

Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, mais conhecidas por seu papel no câncer de mama e ovário, também aumentam o risco de câncer de próstata, especialmente para formas mais agressivas da doença e em idades mais jovens. O rastreamento pode ser considerado mais cedo nesses indivíduos.

O rastreamento do câncer de próstata é universalmente recomendado?

Não, o rastreamento do câncer de próstata não é universalmente recomendado pelo Ministério da Saúde ou por muitas diretrizes internacionais. A decisão de rastrear deve ser individualizada, baseada na idade, fatores de risco e na discussão compartilhada entre médico e paciente sobre os potenciais benefícios e riscos do rastreamento.

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