CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica de Alagoas — Prova 2021
Homem, 62 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde, UBS, pois deseja fazer avaliação para neoplasia de próstata, após colega de trabalho ter tido a doença. Relata que acorda, eventualmente, uma vez à noite para urinar, mas nega outros sintomas. Mantém calibre do jato urinário normal e nega gotejamento terminal. O paciente é casado, tem vida sexual ativa, sem problemas. Tem antecedentes de uretrite na juventude, tratada com antibióticos. Nega história familiar de CA de Próstata, embora relate que sua mãe teve câncer de mama. Ex tabagista, tendo abandonado o hábito há 20 anos. Carga tabágica prévia: 16 anos/maço. Nega etilismo. Nunca fez exames para Cancer de próstata.Indique o principal fator de risco, para neoplasia de próstata, que foi identificado nesse paciente:
Tabagismo, mesmo pregresso, é um fator de risco significativo para câncer de próstata, especialmente para formas agressivas.
Embora a idade seja o fator de risco mais importante e inalterável, o tabagismo é um fator modificável que aumenta o risco de câncer de próstata, inclusive para ex-tabagistas. A carga tabágica de 16 anos/maço é relevante. Outros fatores como uretrite ou vida sexual ativa não são considerados fatores de risco primários para câncer de próstata.
O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais comum entre homens, excluindo o câncer de pele não melanoma, e a segunda principal causa de morte por câncer em homens. A identificação e o manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção e o rastreamento eficazes. Embora a idade seja o fator de risco mais proeminente, outros elementos, como a história familiar e o estilo de vida, desempenham um papel significativo na etiopatogenia da doença. Dentre os fatores de risco modificáveis, o tabagismo se destaca. Estudos epidemiológicos demonstram uma associação clara entre o hábito de fumar e um risco aumentado de desenvolver câncer de próstata, especialmente as formas mais agressivas e metastáticas. A carga tabágica acumulada é um preditor importante, e o risco pode persistir por muitos anos após a cessação. A fisiopatologia envolve a exposição a carcinógenos que promovem danos ao DNA e inflamação crônica na próstata. A anamnese detalhada, incluindo a história de tabagismo, é fundamental na avaliação de pacientes para rastreamento de câncer de próstata. Embora a história familiar de câncer de mama possa indicar predisposição genética (mutações BRCA), o tabagismo é um fator de risco direto e bem estabelecido para o câncer de próstata. Aconselhar sobre a cessação do tabagismo é uma medida preventiva importante, e a conscientização sobre os fatores de risco deve guiar a decisão sobre o início e a frequência do rastreamento com PSA e toque retal.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), etnia (maior risco em homens afrodescendentes), história familiar de câncer de próstata (especialmente em parentes de primeiro grau) e mutações genéticas como BRCA1/2. O tabagismo também é um fator relevante.
O tabagismo é associado a um risco aumentado de câncer de próstata, particularmente para formas mais agressivas da doença. As substâncias carcinogênicas presentes no tabaco podem induzir mutações celulares e promover a progressão tumoral. O risco persiste mesmo após a cessação do hábito.
Sim, a história familiar de câncer de mama, especialmente em parentes de primeiro grau, pode indicar a presença de mutações genéticas (como BRCA1/2) que aumentam o risco tanto de câncer de mama quanto de próstata. No entanto, no caso apresentado, o tabagismo é um fator de risco mais diretamente associado e presente.
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