UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Mulher de 47 anos descobriu um nódulo de mama durante exame ginecológico de rotina. Ela informou menarca aos 9 anos, nunca engravidou, está com obesidade leve e os ciclos menstruais ainda são regulares. Não é tabagista e bebe socialmente 4 doses de bebida alcoólica por evento. Detesta atividade física e é sedentária assumida. Nega história familiar de câncer de mama e ginecológico. O exame físico evidenciou nódulo irregular e duro no quadrante superior externo da mama esquerda de 3,0 cm. O estadiamento clínico foi T₂N₀M₀. Nunca realizou mamografia. Escolha a alternativa CORRETA com relação aos fatores epidemiológicos de risco para o diagnóstico de câncer de mama.
Obesidade, sedentarismo, álcool, menarca precoce e nuliparidade ↑ risco de câncer de mama.
Múltiplos fatores de risco modificáveis (obesidade, sedentarismo, álcool) e não modificáveis (menarca precoce, nuliparidade) contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama, mesmo sem história familiar.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma, e uma das principais causas de mortalidade por câncer. A identificação e compreensão dos fatores de risco são cruciais tanto para a prevenção primária quanto para a estratificação de risco e rastreamento. A paciente apresenta diversos fatores de risco importantes: menarca precoce (antes dos 12 anos), nuliparidade (nunca ter engravidado), obesidade leve, sedentarismo e consumo de álcool. A menarca precoce e a nuliparidade aumentam a exposição cumulativa ao estrogênio endógeno, um conhecido promotor do crescimento de células mamárias. Fatores de risco modificáveis como obesidade (especialmente pós-menopausa, devido à produção de estrogênio pelo tecido adiposo), sedentarismo e consumo de álcool (mesmo socialmente, se em doses elevadas e frequentes) são bem estabelecidos na literatura como contribuintes para o aumento do risco de câncer de mama. A ausência de história familiar não exclui o risco, pois a maioria dos casos de câncer de mama é esporádica. O rastreamento mamográfico é fundamental, mas sua eficácia na redução da mortalidade varia conforme a idade e a frequência, sendo mais consolidada a partir dos 50 anos.
A menarca precoce (antes dos 12 anos) e a nuliparidade (nunca engravidou) são fatores de risco não modificáveis importantes, pois aumentam a exposição cumulativa aos estrogênios ao longo da vida reprodutiva da mulher.
A obesidade, especialmente na pós-menopausa, aumenta a produção de estrogênios no tecido adiposo, que estimulam o crescimento de células mamárias. O sedentarismo contribui para a obesidade e desregulação hormonal, elevando o risco.
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos. Sociedades médicas podem recomendar iniciar aos 40 anos anualmente, dependendo do risco individual.
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