PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Uma mulher na pré-menopausa de 48 anos se apresenta para seu acompanhamento anual na atenção primária. Ela tem um índice de massa corporal (IMC) de 30 kg / m ^ 2 e uma história de vitamina D baixa. Suas mamografias mostram que ela tem baixa densidade mamária. Ela bebe de 2 a 3 taças de vinho ao jantar todos os dias e fuma 1 maço de cigarros por dia. Ela trabalha como programadora de computador 10 horas por dia, 5 dias por semana. Ela não se exercita rotineiramente, mas nos fins de semana dá uma caminhada pelo bairro. Qual dos seguintes fatores aumenta mais o risco de câncer de mama na paciente do caso?
Câncer de mama: Sedentarismo, obesidade, álcool e tabagismo são fatores de risco modificáveis importantes.
A falta de atividade física (sedentarismo) é um fator de risco modificável bem estabelecido para o câncer de mama, assim como a obesidade, o consumo de álcool e o tabagismo. Embora a paciente apresente múltiplos fatores de risco, o sedentarismo é um dos que mais contribuem para o aumento do risco, especialmente em conjunto com a obesidade.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, e a identificação e manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção primária e secundária. Muitos fatores de risco são modificáveis, oferecendo oportunidades para intervenções no estilo de vida. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco, como obesidade (IMC 30), consumo diário de álcool, tabagismo e sedentarismo. A obesidade aumenta o risco de câncer de mama, especialmente na pós-menopausa, devido à produção de estrogênio pelo tecido adiposo. O consumo de álcool, mesmo em quantidades moderadas, e o tabagismo são fatores de risco bem estabelecidos. A falta de atividade física (sedentarismo), como observado na paciente que trabalha 10 horas por dia sentada e não se exercita rotineiramente, é um fator de risco significativo, pois o exercício regular pode reduzir os níveis hormonais e inflamatórios associados ao câncer. Embora a idade (48 anos) seja um fator de risco não modificável e a deficiência de vitamina D tenha uma relação mais complexa e menos direta com o risco, o sedentarismo se destaca como um fator de risco modificável com grande impacto, especialmente em conjunto com a obesidade. A baixa densidade mamária, ao contrário da alta densidade, não é um fator de risco. Portanto, a promoção da atividade física é uma intervenção fundamental na redução do risco de câncer de mama.
Os fatores de risco modificáveis mais importantes incluem obesidade (especialmente pós-menopausa), consumo de álcool, sedentarismo (falta de atividade física), tabagismo e terapia de reposição hormonal combinada prolongada. A modificação desses hábitos pode reduzir significativamente o risco.
A atividade física regular reduz o risco de câncer de mama, pois ajuda a manter um peso saudável, diminui os níveis de estrogênio e insulina, e melhora a função imunológica. O sedentarismo, por outro lado, aumenta o risco.
A alta densidade mamária é um fator de risco independente para o câncer de mama, pois dificulta a detecção de tumores na mamografia e está associada a maior quantidade de tecido glandular e estroma. Baixa densidade mamária, como no caso da paciente, não é um fator de risco, sendo até considerada protetora.
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