SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
Uma paciente de 50 anos de idade vai a consulta em UBS com queixa de corrimento vaginal acinzentado e com odor fétido na última semana. Refere também que gostaria de realizar check-up, pois não se consulta com médico há mais de 10 anos e está preocupada, pois a própria mãe foi diagnosticada com câncer de mama quando tinha 68 anos de idade. História médica pregressa: G6P6A0, diagnóstico prévio de sífilis tratada recentemente e coitarca aos 14 anos de idade. Tabagista de um maço de cigarro ao dia desde os 15 anos de idade. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos relacionados à saúde da mulher, julgue o item a seguir. Pacientes multíparas, como a descrita no caso clínico, apresentam risco menor de desenvolverem câncer de mama, quando comparadas às nulíparas. Entretanto, ainda não há consenso quanto à relação entre câncer de mama e tabagismo.
Multiparidade ↓ risco de câncer de mama; tabagismo e câncer de mama: relação ainda controversa.
A multiparidade é um fator protetor para o câncer de mama, especialmente quando a primeira gestação ocorre em idade jovem. Já a relação entre tabagismo e câncer de mama é complexa, com alguns estudos sugerindo aumento de risco, mas sem consenso absoluto sobre a magnitude e causalidade direta.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os tumores de pele não melanoma. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais, ambientais e de estilo de vida. A compreensão desses fatores é crucial para a prevenção e o rastreamento eficazes, sendo um tema de grande relevância na saúde da mulher. Os fatores de risco para câncer de mama são amplos e incluem idade avançada, história familiar de câncer de mama, mutações genéticas (BRCA1 e BRCA2), menarca precoce, menopausa tardia, uso de terapia hormonal combinada, obesidade e consumo de álcool. A multiparidade, especialmente a primeira gestação a termo em idade jovem, é um fator protetor, pois a diferenciação mamária induzida pela gravidez torna as células mais resistentes à carcinogênese. A relação entre tabagismo e câncer de mama é um tópico de pesquisa contínua. Embora o tabagismo seja um fator de risco bem estabelecido para diversos outros tipos de câncer, a evidência para câncer de mama é mais complexa e por vezes inconsistente entre os estudos. No entanto, a tendência atual é considerar o tabagismo como um fator que pode aumentar o risco, especialmente em mulheres que iniciam o hábito precocemente ou que são expostas a fumaça de cigarro por longos períodos. É fundamental que os profissionais de saúde orientem sobre os riscos gerais do tabagismo.
Os principais fatores incluem idade avançada, história familiar, mutações genéticas (BRCA1/2), exposição prolongada a estrogênio, obesidade, consumo de álcool e tabagismo.
A multiparidade, especialmente com a primeira gestação em idade jovem, é considerada um fator protetor, diminuindo o risco de câncer de mama em comparação com mulheres nulíparas.
A relação entre tabagismo e câncer de mama é complexa e ainda não há um consenso absoluto. Alguns estudos indicam um aumento do risco, especialmente para fumantes de longa data e início precoce.
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