UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
São fatores e ou lesões precursoras do câncer gástrico, EXCETO:
Lipoma gástrico NÃO é lesão precursora de câncer gástrico; anemia perniciosa é fator de risco.
O lipoma gástrico é uma lesão benigna submucosa sem potencial de malignidade, sendo a exceção entre as alternativas. A anemia perniciosa, embora não seja uma lesão precursora direta, é um fator de risco conhecido devido à gastrite atrófica autoimune associada.
O câncer gástrico é uma neoplasia de alta morbimortalidade, e o reconhecimento de seus fatores de risco e lesões precursoras é fundamental para a prevenção e detecção precoce. Entre os fatores de risco bem estabelecidos estão a infecção crônica por Helicobacter pylori, gastrite atrófica com metaplasia intestinal, anemia perniciosa, pólipos adenomatosos, doença de Ménétrier e histórico de gastrectomia parcial por doença benigna. A síndrome de Lynch II (HNPCC) também aumenta o risco de câncer gástrico. Lesões precursoras são alterações histológicas que, se não tratadas, podem progredir para câncer. A gastrite atrófica e a metaplasia intestinal são consideradas as etapas mais importantes na cascata de Correa para o desenvolvimento do adenocarcinoma gástrico. Pólipos adenomatosos gástricos, embora menos comuns que os colônicos, também possuem potencial de malignização e devem ser ressecados. É crucial para o residente diferenciar lesões com potencial maligno daquelas que são benignas sem risco de transformação, como o lipoma gástrico, que é uma neoplasia benigna de tecido adiposo localizada na submucosa e não é considerada uma lesão precursora de câncer gástrico. O conhecimento aprofundado desses conceitos permite uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais eficaz e direcionada.
As principais lesões precursoras incluem gastrite atrófica com metaplasia intestinal, pólipos adenomatosos, doença de Ménétrier e úlceras gástricas crônicas que não cicatrizam.
A infecção crônica por Helicobacter pylori é um dos principais fatores de risco para câncer gástrico, especialmente o tipo intestinal, induzindo gastrite crônica que pode evoluir para atrofia e metaplasia.
A anemia perniciosa está associada à gastrite atrófica autoimune, que leva à acloridria e metaplasia intestinal, aumentando o risco de adenocarcinoma gástrico e tumores neuroendócrinos.
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