HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Senhora de 47 anos de idade, tabagista, obesa e etilista social, é atendida no ambulatório por dispepsia há vários anos. Já fez tratamento para erradicação de Helicobacter pylori, há muito tempo. Não fez controle. Sempre teve “dor de estômago”, mas agora queixa-se de perda ponderal significativa no último mês. O fator de risco a que este tumor está mais comumente relacionado é
Perda ponderal + dispepsia crônica + histórico de H. pylori → Suspeitar de câncer gástrico, sendo H. pylori o principal fator de risco modificável.
A paciente apresenta sintomas de alarme (perda ponderal significativa) em um contexto de dispepsia crônica e histórico de infecção por *Helicobacter pylori*. Embora tabagismo, obesidade e etilismo sejam fatores de risco para diversas neoplasias, a infecção crônica por *H. pylori* é o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico, especialmente do tipo intestinal. A ausência de controle após a erradicação levanta a possibilidade de persistência ou reinfecção.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbidade e mortalidade, sendo a infecção por *Helicobacter pylori* o fator de risco mais bem estabelecido e modificável. A bactéria coloniza a mucosa gástrica, induzindo uma resposta inflamatória crônica que pode progredir através de um processo de gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, adenocarcinoma. A paciente do caso apresenta um quadro clínico sugestivo de investigação para neoplasia gástrica, com dispepsia crônica e, mais preocupante, perda ponderal significativa, que é um sinal de alarme. Embora outros fatores como tabagismo, obesidade e etilismo social contribuam para o risco geral de câncer, a associação com *H. pylori* é a mais forte para o câncer gástrico. A ausência de controle após a erradicação do *H. pylori* é um ponto crítico, pois a persistência da infecção mantém o risco. A abordagem diagnóstica para pacientes com dispepsia e sinais de alarme deve incluir endoscopia digestiva alta com biópsias. A prevenção do câncer gástrico passa pela erradicação do *H. pylori*, especialmente em populações de alto risco, e pelo controle de outros fatores de risco. A conscientização sobre os sinais de alarme é vital para o diagnóstico precoce e melhora do prognóstico.
A infecção crônica por *Helicobacter pylori* é o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico, especialmente o tipo intestinal. A bactéria causa inflamação crônica (gastrite atrófica), metaplasia intestinal e displasia, que são lesões pré-cancerígenas.
Sinais de alarme que indicam a necessidade de investigação imediata para câncer gástrico incluem perda ponderal inexplicada, disfagia, odinofagia, anemia por deficiência de ferro, sangramento gastrointestinal, vômitos persistentes e massa abdominal palpável.
Sim, a erradicação de *H. pylori* reduz significativamente o risco de desenvolver câncer gástrico, especialmente se realizada antes do desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas avançadas como a metaplasia intestinal. É uma estratégia de prevenção primária importante.
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