UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Assinale a alternativa que contempla somente outros fatores de risco para o câncer de colo uterino, além da persistência da infecção pelo vírus HPV de alto-risco:
Além do HPV, os principais cofatores para o câncer de colo uterino são tabagismo, imunossupressão e multiparidade.
A infecção persistente pelo HPV de alto risco é necessária, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer cervical. Fatores como tabagismo e imunossupressão comprometem a capacidade do sistema imune de eliminar o vírus, favorecendo a progressão para lesões precursoras e neoplasia.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia cuja causa necessária é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos 16 e 18. Contudo, a infecção por si só não é suficiente para o desenvolvimento do câncer, sendo a progressão para a neoplasia influenciada por uma série de cofatores que modulam a resposta imune e o ambiente celular local. Entre os principais fatores de risco, destacam-se o tabagismo, a imunossupressão e a multiparidade. O tabagismo tem um duplo efeito: seus metabólitos carcinogênicos se concentram no muco cervical e ele induz uma imunossupressão local, dificultando o clareamento viral. A imunossupressão, seja por infecção pelo HIV, uso de medicamentos pós-transplante ou outras condições, reduz a capacidade do organismo de combater a infecção pelo HPV, aumentando o risco de persistência e progressão. A multiparidade também é um fator de risco consistente, possivelmente devido a alterações hormonais e traumas locais que favorecem a carcinogênese. Outros fatores relevantes incluem o início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros, que aumentam a probabilidade de exposição ao HPV, e o uso prolongado de contraceptivos orais combinados. A compreensão desses cofatores é essencial para a estratificação de risco e para o aconselhamento de pacientes, reforçando a importância de hábitos de vida saudáveis e do rastreamento regular, mesmo em mulheres vacinadas.
Os principais cofatores são o tabagismo, a imunossupressão (ex: HIV/AIDS, uso de imunossupressores), a multiparidade (ter tido muitos filhos), o uso prolongado de contraceptivos orais, o início precoce da atividade sexual e a presença de múltiplas infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e herpes.
O tabagismo atua como um cofator importante. Metabólitos da nicotina, como a cotinina, são encontrados no muco cervical de mulheres fumantes e têm efeito carcinogênico direto. Além disso, o tabaco possui um efeito imunossupressor local, dificultando a eliminação do HPV pelo sistema imune.
A multiparidade é um fator de risco estabelecido, embora o mecanismo exato não seja totalmente claro. As teorias sugerem que as alterações hormonais durante as gestações e os traumas cervicais durante os partos podem aumentar a suscetibilidade do epitélio cervical à infecção e transformação neoplásica pelo HPV.
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