Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2017
Várias pesquisas evidenciam um incremento, nas últimas décadas, no número de mortes por câncer no Brasil; além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2020, esta será a principal causa de mortes no mundo. Tais fatos demonstram a importância de se instituirem ações que tenham como objetivo a prevenção das diversas formas dessa doença através da orientação aos pacientes, visando a diminuir, ao máximo, a exposição aos seus fatores de risco. Considere as afirmações abaixo acerca desses fatores de risco. I - O uso crônico de estrógenos não está associado a um aumento no risco de adenocarcinoma de endométrio em pacientes pós-menopáusicas. II - As neoplasias do cólon, reto, mama e útero ocorrem com maior frequência em indivíduos obesos. III - A ingestão crônica de bebidas alcoólicas aumenta o risco de neoplasias de cavidade oral, faringe, hipofaringe, laringe, esôfago e fígado. Quais estão corretas?
Estrógeno sem oposição ↑ risco de câncer de endométrio; Obesidade e Álcool são fatores de risco para múltiplos cânceres.
O uso crônico de estrógenos sem oposição aumenta o risco de adenocarcinoma de endométrio. A obesidade é um fator de risco bem estabelecido para neoplasias de cólon, reto, mama (pós-menopausa) e útero. A ingestão crônica de álcool eleva o risco de cânceres de cavidade oral, faringe, laringe, esôfago e fígado.
O câncer é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, e a compreensão de seus fatores de risco é fundamental para a prevenção e saúde pública. Muitos cânceres estão associados a fatores de risco modificáveis, o que ressalta a importância das ações de prevenção primária. A identificação e a educação dos pacientes sobre esses fatores são responsabilidades cruciais dos profissionais de saúde. A epidemiologia do câncer mostra uma tendência crescente, tornando o conhecimento sobre carcinogênese e prevenção cada vez mais relevante. Entre os fatores de risco, o uso de estrógenos sem oposição é um contribuinte conhecido para o adenocarcinoma de endométrio. O estrogênio estimula a proliferação celular endometrial, e a ausência de progesterona para contrabalançar esse efeito pode levar à hiperplasia e malignidade. A obesidade é outro fator de risco significativo, associada a um aumento na incidência de câncer de cólon, reto, mama (pós-menopausa), útero, rim e outros. Os mecanismos incluem inflamação crônica, resistência à insulina, níveis elevados de hormônios sexuais (estrogênio) e fatores de crescimento (IGF-1). O consumo crônico de bebidas alcoólicas é um carcinógeno bem estabelecido, aumentando o risco de neoplasias de cavidade oral, faringe, hipofaringe, laringe, esôfago e fígado. O álcool e seus metabólitos podem danificar o DNA, promover a inflamação e alterar o metabolismo de folato. A prevenção do câncer envolve a modificação desses fatores de risco, como a manutenção de um peso saudável, a limitação do consumo de álcool, a cessação do tabagismo e o uso criterioso de terapias hormonais. A educação contínua dos pacientes sobre essas medidas é essencial para reduzir a carga global do câncer.
O uso crônico de estrógenos sem oposição de progesterona, especialmente em pacientes pós-menopáusicas, aumenta o risco de hiperplasia endometrial e, consequentemente, de adenocarcinoma de endométrio. A progesterona é protetora, induzindo a diferenciação e descamação do endométrio.
A obesidade é um fator de risco para vários tipos de câncer, incluindo cólon e reto, mama (especialmente pós-menopausa), endométrio, rim, esôfago (adenocarcinoma), fígado, vesícula biliar, pâncreas e ovário. A relação se dá por mecanismos como inflamação crônica, resistência à insulina e alterações hormonais.
A ingestão crônica de bebidas alcoólicas aumenta significativamente o risco de cânceres de cavidade oral, faringe, laringe, esôfago, fígado, mama e colorretal. O álcool e seu metabólito, o acetaldeído, são carcinogênicos, causando danos ao DNA e promovendo inflamação e proliferação celular.
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