UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Na Tabela 2, estão presentes a prevalência e o OR do baixo peso, segundo variáveis relativas ao recém-nascido, à mãe, à gestação e ao parto. Em relação aos dados dessa tabela, assinale a alternativa INCORRETA.
Maior escolaridade materna geralmente ↓ risco de baixo peso ao nascer, não ↑.
A alternativa D está incorreta porque, em geral, um maior grau de instrução materna está associado a melhores condições socioeconômicas, maior acesso à informação sobre saúde e melhor adesão ao pré-natal, o que tende a reduzir o risco de baixo peso ao nascer, e não a aumentá-lo.
O baixo peso ao nascer (BPN), definido como peso inferior a 2.500 gramas, é um importante indicador de saúde pública e está associado a maiores taxas de morbimortalidade neonatal e infantil, além de desfechos adversos na vida adulta. A compreensão dos fatores de risco para BPN é fundamental para a implementação de estratégias de prevenção e intervenção eficazes, abrangendo aspectos relacionados ao recém-nascido, à mãe, à gestação e ao parto. Diversos fatores maternos e gestacionais contribuem para o risco de BPN. A idade materna, por exemplo, apresenta um padrão em "U", com maiores prevalências em faixas etárias extremas (adolescentes e mulheres com mais de 35 anos). A paridade também pode influenciar, com riscos aumentados em primíparas e multíparas com muitos filhos. No entanto, a escolaridade materna é um determinante social crucial; estudos consistentemente demonstram que um maior grau de instrução está inversamente relacionado ao risco de BPN, pois se associa a melhores condições de vida, acesso à informação e adesão ao pré-natal. A qualidade e o número de consultas pré-natais são preditores significativos do peso ao nascer. Um pré-natal adequado permite o rastreamento e manejo de condições que podem levar ao BPN, como hipertensão gestacional, diabetes, infecções e restrição de crescimento intrauterino. O tipo de parto também pode ter associações, embora a relação seja complexa e dependa de outras variáveis. É essencial que os profissionais de saúde considerem esses múltiplos fatores ao avaliar e acompanhar gestantes, visando otimizar os desfechos neonatais.
Os principais fatores incluem idade materna extrema (<20 ou >35 anos), baixa escolaridade, desnutrição materna, tabagismo, uso de drogas, infecções durante a gestação, doenças crônicas maternas e pré-natal inadequado ou ausente.
Geralmente, maior escolaridade materna está associada a melhores condições socioeconômicas, maior conhecimento sobre saúde, melhor nutrição e maior adesão ao pré-natal, resultando em menor risco de baixo peso ao nascer.
O pré-natal adequado permite a identificação e manejo precoce de condições de risco maternas e fetais, como hipertensão, diabetes, infecções e restrição de crescimento intrauterino, sendo crucial para a prevenção do baixo peso ao nascer.
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