UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Um empresário da construção civil de 63 anos relata perda progressiva de peso não intencional de 9 quilos durante os últimos 10 meses. Refere saciedade precoce e náuseas. Refere fezes escurecidas com odor fétido. A endoscopia digestiva alta revelou adenocarcinoma gástrico. A condição que NÃO é considerado um fator de risco para adenocarcinoma gástrico é:
IBP prolongado NÃO é fator de risco para adenocarcinoma gástrico; H. pylori, gastrite atrófica, pólipos adenomatosos e Billroth II SÃO.
O uso prolongado de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) não é considerado um fator de risco independente para adenocarcinoma gástrico. Em contraste, infecção por H. pylori, gastrite atrófica metaplásica, pólipos adenomatosos gástricos e cirurgia gástrica prévia (especialmente Billroth II) são fatores de risco bem estabelecidos.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbidade e mortalidade global, sendo a quinta causa mais comum de câncer e a terceira causa de morte por câncer. Sua importância clínica reside na dificuldade de diagnóstico precoce devido à inespecificidade dos sintomas, como perda de peso, saciedade precoce, náuseas e dispepsia, que frequentemente se manifestam em estágios avançados. A fisiopatologia do adenocarcinoma gástrico é multifatorial, envolvendo uma cascata de eventos que progridem de gastrite crônica para atrofia, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, carcinoma. A infecção crônica por Helicobacter pylori é o fator de risco mais significativo, responsável por cerca de 80% dos casos. Outros fatores incluem gastrite atrófica metaplásica, anemia perniciosa, pólipos adenomatosos gástricos, cirurgias gástricas prévias (especialmente Billroth II, devido ao refluxo biliar e alterações no pH), tabagismo, dieta rica em sal e nitratos, e fatores genéticos. O tratamento do adenocarcinoma gástrico depende do estadiamento e pode incluir cirurgia (gastrectomia), quimioterapia e radioterapia. O diagnóstico precoce é crucial para um melhor prognóstico, sendo a endoscopia digestiva alta com biópsia o método padrão-ouro. É importante ressaltar que, embora os inibidores de bomba de prótons (IBP) sejam amplamente utilizados, não há evidências robustas que os associem como um fator de risco independente para o desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico.
Os principais fatores de risco incluem infecção crônica por Helicobacter pylori, gastrite atrófica metaplásica, anemia perniciosa, pólipos adenomatosos gástricos, cirurgias gástricas prévias (Billroth II), dieta rica em sal e defumados, tabagismo e história familiar.
A infecção crônica por H. pylori causa inflamação persistente na mucosa gástrica, levando a gastrite atrófica, metaplasia intestinal e displasia, que são lesões pré-malignas que podem progredir para adenocarcinoma.
A cirurgia Billroth II altera a anatomia gástrica, permitindo o refluxo de bile e suco pancreático para o estômago remanescente, o que pode causar gastrite crônica e metaplasia, aumentando o risco de câncer no coto gástrico.
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