UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Sobre abortamento é INCORRETO afirmar:
Tabagismo e etilismo são fatores de risco MODIFICÁVEIS para abortamento espontâneo.
O tabagismo e o etilismo são reconhecidos fatores de risco para abortamento espontâneo, aumentando a taxa de perdas gestacionais. A alternativa A está incorreta ao afirmar que não há relação, tornando-a a resposta certa para a pergunta "INCORRETO".
O abortamento espontâneo é a perda gestacional antes de 20 semanas de idade gestacional ou com feto pesando menos de 500g. É uma complicação comum, afetando cerca de 10-20% das gestações clinicamente reconhecidas, sendo a maioria ocorrendo nas primeiras 12 semanas. Compreender seus fatores de risco é crucial para o aconselhamento e manejo pré-concepcional. A etiologia do abortamento é multifatorial, mas as anomalias cromossômicas representam a causa mais frequente, especialmente em abortos precoces, atuando como um mecanismo de seleção natural. Fatores maternos como idade avançada, doenças crônicas (diabetes mellitus descompensado, hipotireoidismo), infecções e anomalias uterinas também contribuem significativamente. Além disso, hábitos de vida como tabagismo e etilismo são fatores de risco modificáveis importantes. O aconselhamento para cessação desses hábitos antes e durante a gestação é uma medida preventiva fundamental. O manejo envolve suporte emocional, acompanhamento e, em alguns casos, intervenção médica para remoção de restos ovulares.
Os principais fatores de risco incluem anomalias cromossômicas (causa mais comum), idade materna avançada, tabagismo, etilismo, uso de drogas, infecções, doenças crônicas como diabetes mellitus e distúrbios tireoidianos, e anomalias uterinas.
O tabagismo e o etilismo são fatores de risco bem estabelecidos para abortamento espontâneo. O tabaco e o álcool podem ter efeitos teratogênicos diretos e indiretos, afetando a implantação e o desenvolvimento embrionário.
Anomalias cromossômicas são a causa mais comum de abortamento espontâneo, respondendo por pelo menos 50% dos casos, especialmente nas primeiras 12 semanas de gestação, refletindo uma seleção natural contra embriões inviáveis.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo