UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Uma mulher, 46 anos de idade, usuária de metformina, procura aconselhamento pré-concepcional. Ela planeja sua primeira gravidez com seu parceiro, 51 anos de idade, e entende que terá que se submeter à fertilização in vitro (FIV), e utilizar óvulo de doadora jovem.Quanto aos fatores de risco para desenvolvimento de complicações obstétricas, considere os itens a seguir.I. Uso de metformina.II. FIV e doação de oócitos.III. Idade paterna avançada.IV. Primigesta idosa.Assinale a alternativa correta.
Primigesta idosa, FIV com doação de oócitos e idade paterna avançada ↑ riscos obstétricos.
A idade materna avançada (primigesta idosa) e as técnicas de reprodução assistida (FIV, doação de oócitos) aumentam significativamente o risco de complicações como pré-eclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento fetal. A idade paterna avançada também contribui para riscos genéticos e obstétricos. O uso de metformina, se bem indicado, pode ser mantido na gravidez.
A gravidez em idade materna avançada, definida geralmente como gestação após os 35 anos, é um fator de risco bem estabelecido para diversas complicações obstétricas. Mulheres primigestas idosas, como no caso, enfrentam riscos aumentados de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino, anomalias cromossômicas e necessidade de cesariana. A fisiologia reprodutiva feminina declina com a idade, impactando a qualidade dos oócitos e a capacidade de manter uma gestação saudável. As técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) e, em particular, a doação de oócitos, também estão associadas a um risco maior de complicações. A doação de oócitos, embora utilize óvulos de doadoras jovens, é frequentemente realizada em receptoras de idade mais avançada, e o próprio processo de FIV pode aumentar a incidência de pré-eclâmpsia, gestações múltiplas (se transferidos múltiplos embriões) e parto prematuro, independentemente da idade da doadora. A idade paterna avançada, geralmente acima de 40 ou 50 anos, também tem sido associada a um risco aumentado de anomalias genéticas no feto, como síndromes de microdeleção e mutações pontuais, além de algumas complicações obstétricas. Por outro lado, o uso de metformina em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 ou síndrome dos ovários policísticos (SOP) pode ser mantido durante a gravidez, e estudos sugerem que pode até reduzir o risco de diabetes gestacional e pré-eclâmpsia em certos grupos, não sendo, portanto, um fator de risco per se para complicações obstétricas quando bem indicado.
Mulheres com idade materna avançada têm maior risco de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino, anomalias cromossômicas e necessidade de cesariana.
Técnicas como FIV e doação de oócitos aumentam o risco de pré-eclâmpsia, gestações múltiplas (se houver transferência de múltiplos embriões) e parto prematuro, independentemente da idade da doadora.
Sim, a idade paterna avançada (geralmente > 40-50 anos) está associada a um risco aumentado de anomalias genéticas no feto e algumas complicações obstétricas.
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