Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Qual das alternativas abaixo NÃO é considerada fator de risco para infecção puerperal?
Infecção puerperal: ↑ risco com baixo nível socioeconômico, cesariana > 60min, > toques vaginais, obesidade. Rotura de bolsa no expulsivo NÃO é fator.
A rotura espontânea da bolsa amniótica em pleno período expulsivo, por si só, não é um fator de risco para infecção puerperal, pois o parto está em andamento e o tempo de exposição é menor. Outros fatores como cirurgia prolongada e múltiplos toques aumentam o risco de contaminação.
A infecção puerperal é uma complicação séria que pode ocorrer no período pós-parto, definida como qualquer infecção bacteriana do trato genital que ocorre entre a rotura das membranas ou o parto e os 42 dias pós-parto. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem seus fatores de risco e manejo. A fisiopatologia envolve a ascensão de microrganismos da vagina para o útero e tecidos adjacentes, facilitada por condições que comprometem a barreira protetora ou a imunidade local. Fatores como cesariana, múltiplos toques vaginais, baixo nível socioeconômico, obesidade e corioamnionite prévia são bem estabelecidos. A rotura de bolsa em período expulsivo, por si só, não é um fator de risco significativo, pois o parto já está avançado. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado com antibióticos são essenciais para prevenir complicações graves como sepse e abscesso pélvico. A prevenção é a melhor estratégia, focando na técnica asséptica durante o parto, redução de toques vaginais desnecessários e profilaxia antibiótica em cesarianas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento oportuno.
Os principais fatores incluem baixo nível socioeconômico, cesariana prolongada (>60 min), número excessivo de toques vaginais, obesidade, anemia, diabetes e corioamnionite.
A duração prolongada da cirurgia aumenta o tempo de exposição dos tecidos a agentes contaminantes, além de maior manipulação e perda sanguínea, favorecendo a infecção.
Não, a rotura espontânea da bolsa amniótica em pleno período expulsivo não é considerada um fator de risco isolado, pois o parto está em fase avançada e o tempo de exposição é limitado.
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