CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
São fatores de risco para gravidez ectópica:
Tabagismo e uso de pílulas de progesterona ↑ risco de gravidez ectópica.
Fatores que alteram a motilidade tubária ou causam dano tubário, como tabagismo e uso de progestágenos isolados (que podem lentificar o transporte ovular), são importantes fatores de risco para gravidez ectópica. A história de DIP e cirurgias tubárias também são cruciais.
A gravidez ectópica, definida como a implantação do blastocisto fora da cavidade uterina, é uma condição grave que pode levar a hemorragia interna e é uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. Sua incidência tem aumentado, e a identificação precoce dos fatores de risco é fundamental para a suspeita diagnóstica e manejo adequado. A fisiopatologia da gravidez ectópica frequentemente envolve alterações na motilidade tubária ou danos estruturais às tubas uterinas, que impedem a migração normal do óvulo fertilizado. Fatores como doença inflamatória pélvica (DIP) prévia, cirurgias tubárias, endometriose e o uso de técnicas de reprodução assistida são bem estabelecidos. O tabagismo é um fator de risco independente, provavelmente devido aos seus efeitos deletérios sobre a função ciliar tubária. O reconhecimento dos fatores de risco permite uma estratificação de pacientes e um alto índice de suspeição, especialmente em mulheres com dor abdominal e sangramento vaginal no início da gestação. O tratamento varia desde conduta expectante e medicamentosa (metotrexato) até cirurgia (laparoscopia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente e das características da gravidez ectópica.
Os principais fatores incluem história prévia de gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária, tabagismo, uso de progestágenos isolados e técnicas de reprodução assistida.
O tabagismo pode alterar a motilidade tubária e a função ciliar, dificultando o transporte do óvulo fertilizado até o útero, aumentando assim o risco de implantação ectópica.
O DIU reduz o risco absoluto de gravidez, mas se a gravidez ocorrer com o DIU in situ, a probabilidade de ser ectópica é relativamente maior, pois o DIU é mais eficaz em prevenir a gravidez intrauterina.
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