HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Das condições referidas abaixo, qual não constitui fator de risco para diabetes gestacional:
Fatores de risco para DG: macrossomia prévia, obesidade, DG prévia, distócia de ombro. Trombose venosa profunda NÃO é fator.
O diabetes gestacional é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Seus fatores de risco estão relacionados principalmente à resistência à insulina e à capacidade do pâncreas de compensar essa resistência. História familiar de trombose venosa profunda não tem relação com a fisiopatologia do DG.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição metabólica comum na gravidez, caracterizada por intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para o rastreamento e manejo adequados, visando prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e distócia de ombro. Residentes devem dominar esses fatores para uma boa prática clínica. Os principais fatores de risco para DG incluem idade materna avançada, obesidade pré-gestacional, história pessoal de DG em gestação anterior, história de macrossomia fetal (>4000g) ou distócia de ombro em partos prévios, história familiar de diabetes tipo 2, e síndrome dos ovários policísticos. Esses fatores refletem uma predisposição à resistência à insulina ou uma capacidade pancreática limitada para compensar as demandas metabólicas da gravidez. A história familiar de trombose venosa profunda, embora seja um fator de risco para outras complicações gestacionais (como trombofilias), não está diretamente relacionada à fisiopatologia do diabetes gestacional. É fundamental que o residente saiba diferenciar os fatores de risco específicos para cada condição, evitando associações incorretas que possam levar a erros de rastreamento ou diagnóstico.
Os principais fatores de risco incluem idade materna avançada (>35 anos), obesidade (IMC pré-gestacional >30), história prévia de diabetes gestacional, macrossomia fetal em gestação anterior, história familiar de diabetes tipo 2 e síndrome dos ovários policísticos.
A macrossomia fetal é um forte indicador de que a gestante pode ter tido intolerância à glicose em gestação anterior, mesmo que não diagnosticada. O excesso de glicose materna atravessa a placenta, levando a um crescimento fetal excessivo e maior peso ao nascer.
A trombose venosa profunda está relacionada a distúrbios de coagulação e não tem uma ligação fisiopatológica direta com o metabolismo da glicose ou a resistência à insulina, que são os mecanismos centrais do diabetes gestacional.
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