Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Com relação aos fatores de risco do câncer do ducto biliar, assinale a alternativa incorreta:
Colangite piogênica recorrente ↑ risco de colangiocarcinoma devido à inflamação crônica e estase biliar.
A colangite piogênica recorrente, caracterizada por cálculos primários e infecção biliar crônica, é um fator de risco bem estabelecido para o colangiocarcinoma. A inflamação crônica e a estase biliar promovem alterações epiteliais que podem levar à malignidade.
O colangiocarcinoma é uma neoplasia maligna rara, mas agressiva, das vias biliares, com prognóstico geralmente reservado. Sua etiologia é multifatorial, e a identificação dos fatores de risco é crucial para a compreensão da doença e para possíveis estratégias de prevenção e rastreamento em populações de alto risco. A prevalência varia geograficamente, sendo notavelmente maior em regiões onde certas infecções parasitárias são endêmicas. A fisiopatologia do colangiocarcinoma está frequentemente ligada à inflamação crônica e à estase biliar, que promovem um ambiente propício para a displasia e subsequente malignidade do epitélio biliar. Condições como cistos coledocianos, que expõem o epitélio a secreções pancreáticas tóxicas, e a colangite esclerosante primária, uma doença inflamatória crônica autoimune, são exemplos claros dessa associação. A colangite piogênica recorrente, caracterizada por cálculos primários e infecções bacterianas repetidas nos ductos biliares, também se enquadra nesse perfil de risco elevado. Além das condições inflamatórias e congênitas, a exposição a certos carcinógenos químicos, como o asbesto, e hábitos como o tabagismo, também foram associados ao aumento do risco de colangiocarcinoma. A compreensão desses fatores é fundamental para a educação de pacientes e profissionais de saúde, permitindo a identificação precoce de indivíduos em risco e a implementação de medidas preventivas ou de vigilância, embora o rastreamento em massa não seja rotineiramente recomendado devido à baixa incidência da doença na maioria das populações.
Os principais fatores incluem cistos coledocianos, infecções por parasitas hepáticos (Clonorchis sinensis, Opisthorchis viverrini), colangite esclerosante primária e colangite piogênica recorrente.
A colangite piogênica recorrente causa inflamação crônica e estase biliar, que levam a danos no epitélio biliar e podem induzir displasia e transformação maligna.
Os parasitas Clonorchis sinensis e Opisthorchis viverrini são endêmicos em regiões do Sudeste Asiático e estão fortemente associados ao aumento do risco de colangiocarcinoma devido à inflamação biliar crônica que provocam.
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