São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
A avaliação do risco cardiovascular é essencial para o manejo de pacientes. Sobre os critérios utilizados para classificar o risco cardiovascular em adultos, qual das alternativas está correta?
Tabagismo, HAS, DM e dislipidemia são fatores modificáveis chave para ↑ risco cardiovascular.
A avaliação do risco cardiovascular em adultos é multifatorial, considerando fatores modificáveis (tabagismo, hipertensão, diabetes, dislipidemia) e não modificáveis (idade, sexo, genética), sendo o controle dos modificáveis essencial para a prevenção de eventos.
A avaliação do risco cardiovascular é um pilar fundamental na prática clínica, permitindo identificar indivíduos com maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares (DCV) e implementar estratégias de prevenção primária e secundária. As DCV são a principal causa de morbimortalidade global, e a identificação precoce dos fatores de risco é essencial para intervir e modificar o curso natural da doença. O risco cardiovascular é determinado por uma combinação de fatores modificáveis e não modificáveis. Fatores não modificáveis incluem idade, sexo, histórico familiar de DCV precoce e etnia. No entanto, os fatores modificáveis são os alvos primários das intervenções preventivas. Estes incluem tabagismo, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemia (níveis elevados de colesterol LDL e triglicerídeos, e baixos de HDL), obesidade, sedentarismo e dieta inadequada. A presença e o grau de controle desses fatores modificáveis são cruciais para a estratificação de risco. Ferramentas como o escore de risco de Framingham ou o ASCVD Risk Estimator são utilizadas para quantificar o risco em 10 anos. O manejo envolve mudanças no estilo de vida (dieta saudável, atividade física, cessação do tabagismo) e, quando necessário, tratamento farmacológico para controlar a pressão arterial, glicemia e lipídios. O monitoramento contínuo e a educação do paciente são vitais para o sucesso a longo prazo na redução do risco cardiovascular.
Os fatores de risco modificáveis mais importantes incluem tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, obesidade, sedentarismo e dieta inadequada.
O tabagismo danifica o endotélio vascular, promove inflamação, aumenta a agregação plaquetária e eleva os níveis de colesterol LDL, acelerando a aterosclerose e o risco de eventos.
O controle rigoroso da hipertensão e do diabetes é fundamental, pois ambas as condições causam danos vasculares sistêmicos que aumentam exponencialmente o risco de infarto, AVC e doença renal.
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