UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Entre os fatores abaixo relacionados, qual é o de maior risco para infarto do miocárdio?
Dislipidemia é o fator de maior risco para infarto do miocárdio entre os listados.
Embora todos os fatores listados (diabetes, obesidade, tabagismo, hipertensão) sejam importantes para o risco cardiovascular, a dislipidemia, especialmente o colesterol LDL elevado, é o principal impulsionador da aterosclerose, o processo subjacente ao infarto do miocárdio.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo o resultado final da aterosclerose coronariana. A aterosclerose é um processo inflamatório crônico das artérias, caracterizado pela formação de placas de gordura que podem se romper, levando à trombose e oclusão do vaso. Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento e progressão da aterosclerose. Entre os fatores de risco listados – diabetes, obesidade, tabagismo, hipertensão e dislipidemia – a dislipidemia, particularmente os níveis elevados de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), é considerada o principal impulsionador da aterosclerose. O LDL oxidado é um componente chave na formação das placas ateroscleróticas. Embora todos os fatores sejam interligados e potencializem o risco, a dislipidemia atua diretamente no substrato fisiopatológico da doença. O manejo dos fatores de risco é a pedra angular da prevenção primária e secundária do IAM. Isso inclui modificações no estilo de vida (dieta, exercício, cessação do tabagismo) e tratamento farmacológico para controlar a hipertensão, diabetes e, crucialmente, a dislipidemia com estatinas e outros hipolipemiantes. Residentes devem ter um entendimento aprofundado da hierarquia e interconexão desses fatores para otimizar a prevenção e o tratamento de seus pacientes.
O colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) é o principal transportador de colesterol para as artérias. Níveis elevados de LDL promovem a formação de placas ateroscleróticas nas paredes dos vasos, levando ao estreitamento e endurecimento das artérias, processo chave na doença coronariana.
Para pacientes de muito alto risco cardiovascular, as metas de LDL-colesterol são geralmente < 50 mg/dL, enquanto para alto risco, < 70 mg/dL, conforme as diretrizes atuais, visando reduzir eventos isquêmicos.
O tabagismo danifica o endotélio vascular, promove disfunção endotelial, aumenta a agregação plaquetária, eleva os níveis de LDL e diminui o HDL, além de causar vasoconstrição, acelerando a aterosclerose e aumentando o risco de trombose.
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