HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Todas as opções abaixo aumentam o risco de desenvolvimento de carcinoma escamocelular cutâneo, exceto:
Carcinoma escamocelular cutâneo: UV, imunossupressão, PUVA e cicatrizes de queimadura são fatores de risco. Fenitoína NÃO.
O carcinoma escamocelular cutâneo (CEC) é o segundo tipo mais comum de câncer de pele não melanoma, e seus principais fatores de risco estão relacionados à exposição crônica a agentes carcinogênicos e à supressão imunológica. A exposição aos raios ultravioleta (UV) é o fator mais significativo, mas condições como imunossupressão crônica, terapia com PUVA e cicatrizes de queimaduras antigas (úlcera de Marjolin) também aumentam substancialmente o risco. A fenitoína, um anticonvulsivante, não é um fator de risco conhecido para CEC.
O carcinoma escamocelular cutâneo (CEC) é o segundo câncer de pele não melanoma mais comum, com incidência crescente e potencial de metástase, embora menor que o melanoma. A compreensão de seus fatores de risco é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce. O principal fator etiológico é a exposição crônica à radiação ultravioleta (UV), que causa danos ao DNA e mutações em genes supressores de tumor. Outros fatores importantes incluem a imunossupressão crônica, que diminui a capacidade do sistema imune de reconhecer e eliminar células malignas, e a terapia com PUVA (psoraleno + UVA), que, embora eficaz para certas dermatoses, tem um risco cumulativo de carcinogênese. Cicatrizes crônicas, como as resultantes de queimaduras (úlcera de Marjolin), também são locais de risco para o desenvolvimento de CEC devido à inflamação crônica e reparo tecidual aberrante. Em contraste, a fenitoína, um fármaco anticonvulsivante, não é reconhecida como um fator de risco para CEC. O manejo do CEC envolve excisão cirúrgica, e a prevenção é baseada na fotoproteção e no monitoramento de pacientes de alto risco.
Os principais fatores de risco incluem exposição crônica à radiação ultravioleta (UV), imunossupressão crônica (especialmente em transplantados), terapia com PUVA, presença de ceratoses actínicas, cicatrizes crônicas (como úlceras de Marjolin em queimaduras antigas), infecção por HPV e síndromes genéticas como xeroderma pigmentoso.
A imunossupressão crônica, comum em pacientes transplantados ou com doenças autoimunes em tratamento, compromete a vigilância imunológica do corpo contra células malignas e infecções virais (como HPV) que podem contribuir para a carcinogênese. Isso permite que células pré-malignas progridam para câncer mais facilmente.
A fenitoína é um anticonvulsivante associado a efeitos adversos como hiperplasia gengival, hirsutismo e linfadenopatia, mas não há evidências consistentes que a vinculem diretamente ao aumento do risco de carcinoma escamocelular cutâneo. Seus mecanismos de ação não estão relacionados à carcinogênese cutânea como os da radiação UV ou imunossupressão.
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