ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
Sobre os fatores de risco para carcinoma endometrial, analisar os itens abaixo: I. Uso de tamoxifeno. II. Nuliparidade. III. Multiparidade. Está(ão) CORRETO(S):
Tamoxifeno e nuliparidade ↑ risco de carcinoma endometrial; multiparidade ↓ risco devido à proteção progestacional.
O carcinoma endometrial está fortemente associado a estados de hiperestrogenismo sem oposição. O tamoxifeno, um SERM, age como agonista estrogênico no endométrio, aumentando o risco. A nuliparidade expõe o endométrio a mais ciclos estrogênicos sem a proteção da progesterona da gravidez.
O carcinoma endometrial é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, com a maioria dos casos ocorrendo em mulheres pós-menopausa. Sua etiologia está fortemente ligada à exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio, sem a oposição adequada da progesterona. Compreender os fatores de risco é crucial para a prevenção, rastreamento e aconselhamento de pacientes. A fisiopatologia do carcinoma endometrial tipo I (o mais comum) está intrinsecamente ligada ao hiperestrogenismo. Fatores que aumentam a exposição estrogênica, como obesidade (conversão periférica de androgênios em estrogênios), terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado, síndrome dos ovários policísticos e tumores produtores de estrogênio, elevam o risco. O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), é um exemplo clássico de agente com efeitos mistos, sendo antiestrogênico na mama e estrogênico no endométrio. A nuliparidade é um fator de risco porque a ausência de gestações significa que o endométrio é exposto a um maior número de ciclos menstruais com predominância estrogênica, sem os períodos de supressão hormonal e diferenciação que ocorrem durante a gravidez, quando a progesterona exerce um efeito protetor. Em contraste, a multiparidade é um fator protetor, pois as múltiplas gestações proporcionam longos períodos de dominância progestacional, que induz a atrofia endometrial e reduz o risco de proliferação anormal. O conhecimento desses fatores é fundamental para a prática clínica e para a resolução de questões de residência.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes, hipertensão, síndrome dos ovários policísticos, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, uso de tamoxifeno e nuliparidade.
O tamoxifeno, embora seja um antiestrogênio na mama, age como um agonista estrogênico no endométrio, estimulando a proliferação celular e aumentando o risco de hiperplasia e carcinoma endometrial.
A nuliparidade implica em maior número de ciclos ovulatórios e, consequentemente, maior exposição do endométrio a estrogênios sem a oposição da progesterona, que ocorre durante a gravidez e tem efeito protetor.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo