SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de ovário é:
História familiar de câncer de mama ou ovário ↑ risco de câncer de ovário, especialmente com mutações BRCA.
A história familiar de câncer de mama é um fator de risco significativo para o câncer de ovário, devido à possível presença de mutações genéticas hereditárias, como BRCA1 e BRCA2, que aumentam a suscetibilidade a ambos os tipos de câncer. É crucial rastrear esses pacientes para aconselhamento genético e estratégias de redução de risco.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A compreensão de seus fatores de risco é fundamental para a identificação de populações de alto risco e para a implementação de estratégias de rastreamento e prevenção, embora o rastreamento populacional não seja eficaz. A idade avançada e a nuliparidade são fatores de risco bem estabelecidos, mas a história familiar se destaca pela implicação genética. A fisiopatologia do câncer de ovário é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são responsáveis por uma parcela significativa dos casos hereditários, conferindo um risco substancialmente elevado para o desenvolvimento de câncer de ovário e mama. Outras síndromes genéticas, como a Síndrome de Lynch, também aumentam o risco. O diagnóstico precoce é desafiador, e a maioria dos casos é detectada em estágios avançados, quando o tratamento é menos eficaz. O manejo de pacientes com fatores de risco elevados envolve aconselhamento genético, rastreamento individualizado (embora controverso) e, em alguns casos, cirurgias profiláticas, como a salpingo-ooforectomia bilateral. A laqueadura tubária e o uso de contraceptivos orais combinados são conhecidos por reduzir o risco de câncer de ovário. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados sobre as diretrizes de rastreamento e manejo para melhorar os desfechos dessas pacientes.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, história familiar de câncer de ovário ou mama (especialmente com mutações BRCA1/2), nuliparidade, endometriose, obesidade e terapia de reposição hormonal prolongada. A identificação desses fatores é crucial para o manejo clínico.
A história familiar de câncer de mama, especialmente em parentes de primeiro grau, aumenta o risco de câncer de ovário devido à possibilidade de mutações genéticas hereditárias, como BRCA1 e BRCA2, que predispõem a ambos os tipos de câncer. O aconselhamento genético é recomendado nesses casos.
Para pacientes de alto risco, medidas como o uso de contraceptivos orais, laqueadura tubária e salpingo-ooforectomia bilateral profilática podem reduzir significativamente o risco. A decisão deve ser individualizada e discutida com a paciente.
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