Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
Das seguintes assertivas, a que pode ser considerada risco aumentado para câncer de ovário é:
Antecedente familiar de câncer de ovário → principal fator de risco genético.
O câncer de ovário é uma neoplasia com alta mortalidade, e a identificação de fatores de risco, especialmente os genéticos como mutações BRCA1/BRCA2 ou Síndrome de Lynch, é crucial para rastreamento e prevenção em indivíduos de alto risco.
O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica com maior taxa de mortalidade, frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A compreensão de seus fatores de risco é fundamental para a identificação de pacientes que se beneficiariam de rastreamento intensificado ou medidas preventivas. A idade avançada, nuliparidade e endometriose são fatores de risco conhecidos, mas o antecedente familiar e as mutações genéticas hereditárias (como BRCA1 e BRCA2) representam o risco mais elevado. A fisiopatologia do câncer de ovário é complexa e heterogênea, envolvendo diferentes tipos histológicos. A detecção precoce é desafiadora, e o rastreamento populacional não se mostrou eficaz. Contudo, em mulheres com alto risco genético, estratégias como o rastreamento com ultrassonografia transvaginal e dosagem de CA-125, além de cirurgias redutoras de risco (ooforectomia bilateral profilática), podem ser consideradas. O tratamento do câncer de ovário geralmente envolve cirurgia citorredutora seguida de quimioterapia. A pesquisa contínua busca novos biomarcadores e terapias-alvo para melhorar o prognóstico. Para residentes, é crucial saber diferenciar os fatores de risco dos fatores protetores e entender a importância da anamnese familiar detalhada para identificar pacientes de alto risco.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas (BRCA1/BRCA2, Síndrome de Lynch), nuliparidade e endometriose.
Fatores protetores incluem multiparidade, amamentação, uso prolongado de contraceptivos orais combinados e laqueadura tubária, que reduzem o número de ovulações ao longo da vida.
O histórico familiar é um dos fatores mais significativos, indicando uma possível predisposição genética. Mutações em genes como BRCA1 e BRCA2 aumentam substancialmente o risco, justificando aconselhamento genético e rastreamento diferenciado.
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