IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Qual das situações abaixo não é considerada fator de risco estabelecido para câncer de mamas?
O uso de contraceptivo hormonal oral NÃO é um fator de risco ESTABELECIDO para câncer de mama, diferentemente de hiperplasia atípica, história familiar e exposição estrogênica prolongada.
Embora o uso de contraceptivos hormonais orais tenha sido associado a um pequeno aumento do risco de câncer de mama em alguns estudos, ele não é considerado um fator de risco "estabelecido" ou de alto impacto como outros. Fatores como hiperplasia atípica e exposição prolongada a estrogênio endógeno (menarca precoce/menopausa tardia) são mais fortemente associados.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma, e representa um grave problema de saúde pública. A identificação e compreensão dos fatores de risco são cruciais para estratégias de prevenção, rastreamento e aconselhamento de pacientes. Os fatores de risco podem ser divididos em não modificáveis (idade, sexo, genética) e modificáveis (estilo de vida, fatores hormonais). Fatores de risco bem estabelecidos incluem idade avançada, história familiar de câncer de mama (especialmente em parentes de primeiro grau), mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, primeira gestação em idade avançada, terapia de reposição hormonal combinada (estrogênio + progesterona) prolongada, obesidade pós-menopausa, consumo de álcool e exposição à radiação. Lesões mamárias proliferativas com atipias, como a hiperplasia ductal atípica ou hiperplasia lobular atípica, também são consideradas fatores de risco significativos. Em relação aos contraceptivos hormonais orais, a evidência atual sugere um pequeno aumento do risco de câncer de mama durante o uso e nos anos imediatamente após a interrupção, mas esse risco tende a diminuir com o tempo. Não é considerado um fator de risco tão robusto e estabelecido quanto os mencionados anteriormente. É fundamental que os profissionais de saúde discutam esses riscos com as pacientes, ponderando os benefícios e riscos individuais de cada método contraceptivo.
Os principais fatores de risco genéticos incluem mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente o risco de câncer de mama e ovário. A história familiar positiva em parentes de primeiro grau é um forte indicativo de risco genético.
A exposição prolongada a estrogênios endógenos e exógenos é um fator de risco. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade e terapia de reposição hormonal prolongada aumentam o tempo de exposição, elevando o risco.
A hiperplasia atípica é uma condição pré-maligna onde há proliferação celular anormal nos ductos ou lóbulos da mama, com características atípicas. Essa alteração histológica confere um risco significativamente aumentado para o desenvolvimento futuro de câncer de mama invasivo.
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