FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
Identifique qual dos fatores de risco a seguir é mais significativo para o desenvolvimento do câncer de mama nas mulheres acima de 40 anos.
História familiar de câncer de ovário em parente 1º grau → Risco SIGNIFICATIVO para câncer de mama (BRCA).
A história familiar de câncer de ovário em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) é um forte indicador de predisposição genética, especialmente mutações nos genes BRCA1/BRCA2, que aumentam substancialmente o risco de câncer de mama e ovário. Este fator é mais significativo do que os demais listados, que representam riscos moderados ou menos impactantes.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma, e uma das principais causas de morte por câncer. A identificação e compreensão dos fatores de risco são fundamentais para a prevenção, rastreamento e aconselhamento genético. Para mulheres acima de 40 anos, a avaliação do risco é ainda mais crítica, pois a incidência da doença aumenta com a idade. Os fatores de risco para câncer de mama são diversos e podem ser divididos em genéticos, reprodutivos, hormonais e ambientais. A predisposição genética, especialmente mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, confere o maior risco individual. A história familiar de câncer de ovário em parente de primeiro grau é um forte indicativo de possível mutação BRCA, pois esses genes estão associados a ambas as neoplasias, tornando-o um fator de risco extremamente significativo. Outros fatores como menarca precoce, uso de anticoncepcionais orais e terapia hormonal com estrogênios também aumentam o risco, mas em menor magnitude comparados à predisposição genética. A hiperplasia mamária atípica é uma lesão precursora que eleva o risco, mas não tanto quanto uma mutação BRCA. Residentes devem estar aptos a realizar uma anamnese detalhada para identificar esses fatores e encaminhar para aconselhamento genético quando indicado, otimizando a estratégia de rastreamento e prevenção.
Os genes BRCA1 e BRCA2 são os mais conhecidos, responsáveis por uma parcela significativa dos casos de câncer de mama e ovário hereditários, conferindo um risco vitalício muito elevado.
A menarca precoce aumenta o tempo de exposição aos estrogênios endógenos ao longo da vida, o que é um fator de risco para câncer de mama, mas geralmente confere um risco menor do que a predisposição genética.
Sim, a terapia hormonal combinada (estrogênio + progesterona) e, em menor grau, a terapia apenas com estrogênio, aumentam o risco de câncer de mama, especialmente com uso prolongado, mas o risco é menor que o genético.
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