FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2020
Sobre as neoplasias gástricas, é correto afirmar que
Fatores de risco para câncer gástrico: H. pylori, nitratos, tabagismo, cirurgia gástrica prévia, gênero masculino.
O câncer gástrico é multifatorial, com H. pylori sendo o principal fator de risco modificável. Outros fatores dietéticos, ambientais e genéticos contribuem para o desenvolvimento da doença, sendo crucial a identificação e modificação quando possível.
O câncer gástrico, predominantemente o adenocarcinoma, é uma das neoplasias malignas mais comuns e letais globalmente, embora sua incidência tenha diminuído em algumas regiões. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo interações complexas entre fatores genéticos, ambientais e infecciosos. A compreensão desses fatores é crucial para estratégias de prevenção e rastreamento. Entre os fatores de risco mais bem estabelecidos, destaca-se a infecção crônica pelo Helicobacter pylori, que induz gastrite crônica, atrofia e metaplasia intestinal, precursores do câncer. Fatores dietéticos, como alto consumo de nitratos, alimentos salgados e defumados, e baixo consumo de frutas e vegetais, também contribuem. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool são outros fatores modificáveis. Condições pré-malignas como gastrite atrófica, metaplasia intestinal e anemia perniciosa, bem como cirurgias gástricas prévias (ex: gastrectomia para úlcera), aumentam o risco. O gênero masculino e a idade avançada são fatores não modificáveis. A identificação e erradicação do H. pylori, juntamente com modificações dietéticas e de estilo de vida, são pilares na prevenção primária do câncer gástrico.
A infecção crônica pelo Helicobacter pylori é o principal fator de risco infeccioso, associada ao desenvolvimento de gastrite atrófica, metaplasia intestinal e, eventualmente, adenocarcinoma gástrico.
O consumo elevado de alimentos defumados, salgados, em conserva e ricos em nitratos (que podem ser convertidos em nitrosaminas carcinogênicas) está associado a um risco aumentado, enquanto frutas e vegetais são protetores.
Sim, a cirurgia gástrica prévia, especialmente gastrectomias parciais para úlcera péptica, pode alterar o ambiente gástrico (refluxo biliar, hipocloridria), favorecendo o desenvolvimento de câncer no coto gástrico após décadas.
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