HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
O câncer de colo uterino ocupa o sétimo lugar no ranking mundial, sendo o quarto tipo mais comum na população feminina. Assinale a alternativa que apresenta fator(es) de risco para o cancêr de colo uterino.
Câncer de colo uterino: HPV (principal) e tabagismo são os fatores de risco mais importantes e sinérgicos.
O Papilomavírus Humano (HPV) é o principal fator etiológico do câncer de colo uterino, sendo responsável por quase todos os casos. O tabagismo é um cofator importante, que aumenta o risco de progressão da infecção por HPV para lesões pré-cancerígenas e câncer invasivo.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna que afeta o colo do útero, sendo uma das principais causas de câncer e morte em mulheres em todo o mundo, especialmente em países em desenvolvimento. Sua importância reside na alta morbimortalidade e na possibilidade de prevenção primária (vacinação) e secundária (rastreamento). A fisiopatologia do câncer de colo uterino está intrinsecamente ligada à infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV), como os tipos 16 e 18. O HPV infecta as células epiteliais do colo, e em alguns casos, a infecção pode persistir e levar a alterações celulares que progridem de lesões de baixo grau (NIC 1) para alto grau (NIC 2/3) e, eventualmente, câncer invasivo. Além do HPV, o tabagismo é um cofator bem estabelecido, aumentando significativamente o risco de desenvolvimento e progressão da doença. Outros fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, início precoce da atividade sexual, imunossupressão, multiparidade e uso prolongado de contraceptivos orais. A prevenção primária é feita pela vacinação contra o HPV, e a prevenção secundária pelo rastreamento com Papanicolau e, mais recentemente, testes de HPV, que permitem a detecção precoce e tratamento de lesões pré-cancerígenas.
O principal fator de risco é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos 16 e 18, que são responsáveis pela maioria dos casos.
O tabagismo é um cofator importante, pois os produtos químicos do tabaco podem ser encontrados no muco cervical, comprometendo a imunidade local e dificultando a eliminação do HPV, além de promover a progressão das lesões.
Além da vacinação contra o HPV, o rastreamento regular com Papanicolau (citologia cervical) é crucial para detectar lesões pré-cancerígenas precocemente, permitindo tratamento antes que evoluam para câncer invasivo.
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