Câncer de Bexiga: Fatores de Risco e Sinais Clínicos

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021

Enunciado

Com relação aos tumores de bexiga, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) a irradiação pélvica prévia aumenta o risco de desenvolvimento de câncer vesical.
  2. B) o sinal clínico mais característico é a presença de disúria e dor pélvica.
  3. C) a urografia excretora possui alta sensibilidade diagnóstica.
  4. D) A cistectomia radical é o procedimento preconizado para tumores de risco intermediário e alto.

Pérola Clínica

Irradiação pélvica prévia ↑ risco de câncer de bexiga; hematúria indolor é o sintoma + comum.

Resumo-Chave

A irradiação pélvica prévia é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de câncer de bexiga, assim como o tabagismo e exposição a aminas aromáticas. O sintoma mais comum é a hematúria macroscópica indolor, e a urografia excretora tem baixa sensibilidade para tumores pequenos.

Contexto Educacional

O câncer de bexiga é uma neoplasia comum do trato urinário, com o carcinoma urotelial sendo o tipo histológico mais frequente. Sua etiologia está fortemente associada a fatores ambientais e genéticos. A compreensão dos fatores de risco é crucial para a prevenção e identificação de populações de alto risco. A irradiação pélvica, por exemplo, é um fator de risco bem estabelecido, aumentando a probabilidade de desenvolvimento de tumores vesicais anos após a exposição. A fisiopatologia envolve a transformação maligna das células uroteliais, frequentemente iniciada por exposição a carcinógenos. O diagnóstico precoce é fundamental para um melhor prognóstico. O sintoma mais comum e importante é a hematúria macroscópica indolor, que deve sempre levar à investigação urológica. Outros sintomas irritativos vesicais (disúria, polaciúria) podem ocorrer, mas são menos específicos. Métodos diagnósticos incluem a cistoscopia com biópsia (padrão-ouro), citologia urinária e exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada. A urografia excretora tem limitações na detecção de lesões pequenas. O tratamento depende do estágio e grau do tumor, variando desde a ressecção transuretral (RTU) para tumores superficiais até a cistectomia radical para tumores invasivos ou de alto risco. A cistectomia radical é o procedimento preconizado para tumores de risco intermediário e alto que não respondem à terapia intravesical ou que são invasivos. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de bexiga?

Os principais fatores de risco incluem tabagismo, exposição ocupacional a aminas aromáticas, irradiação pélvica prévia, uso crônico de ciclofosfamida e infecção por Schistosoma haematobium.

Qual o sinal clínico mais característico do câncer de bexiga?

O sinal clínico mais característico é a hematúria macroscópica indolor, que ocorre em cerca de 85% dos pacientes e deve sempre ser investigada.

Qual a sensibilidade da urografia excretora no diagnóstico de tumores de bexiga?

A urografia excretora possui baixa sensibilidade para detectar tumores vesicais pequenos ou planos, sendo a cistoscopia o padrão-ouro para visualização direta.

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