Apendicite Aguda: Fatores de Risco e Fisiopatologia

HRD - Hospital Rio Doce - Linhares (ES) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a apendicite aguda, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A diminuição de ingestão de fibras é fator de risco para desenvolver apendicite aguda.
  2. B) O fecalito é causa da obstrução em mais de 80% dos casos.
  3. C) A dor inicial, mal localizada, se deve a distensão do orgão e dura cerca de 1 hora.
  4. D) O sinal do obturador, dor a rotação interna da coxa, ocorre em pacientes com apendicite retrocecal.

Pérola Clínica

Apendicite aguda: ↓ ingestão de fibras = fator de risco; fecalito causa obstrução em ~30-40% dos casos.

Resumo-Chave

A diminuição da ingestão de fibras é um fator de risco reconhecido para apendicite aguda, pois pode levar à formação de fecalitos e à estase fecal, favorecendo a obstrução do lúmen apendicular. O fecalito, embora importante, não é a causa mais comum, sendo linfadenite hiperplásica mais frequente em jovens.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando cerca de 7% da população em algum momento da vida. Sua incidência é maior entre os 10 e 30 anos de idade, com uma leve predominância masculina. A compreensão de seus fatores de risco e fisiopatologia é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, evitando complicações graves como perfuração e peritonite. A fisiopatologia da apendicite aguda geralmente envolve a obstrução do lúmen apendicular, que pode ser causada por fecalitos, hiperplasia linfoide (mais comum em jovens), corpos estranhos ou parasitas. A obstrução leva ao acúmulo de muco, aumento da pressão intraluminal, comprometimento da drenagem linfática e venosa, isquemia da parede apendicular e proliferação bacteriana. A diminuição da ingestão de fibras é um fator de risco conhecido, pois pode contribuir para a formação de fecalitos e estase fecal. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, com sinais como dor migratória, náuseas, vômitos, febre baixa e sensibilidade na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). Sinais como o do obturador ou psoas podem indicar a posição do apêndice. Exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada são úteis para confirmar o diagnóstico e excluir diferenciais. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via aberta ou laparoscópica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para apendicite aguda?

Os principais fatores de risco incluem a diminuição da ingestão de fibras na dieta, que pode levar à formação de fecalitos, e a hiperplasia linfoide, especialmente em pacientes jovens. Obstrução por corpos estranhos ou parasitas também pode ocorrer, embora seja menos comum.

Como a obstrução do lúmen apendicular leva à apendicite?

A obstrução do lúmen apendicular, seja por fecalito, hiperplasia linfoide ou outras causas, leva ao acúmulo de muco e aumento da pressão intraluminal. Isso compromete o fluxo linfático e venoso, resultando em isquemia, proliferação bacteriana e inflamação da parede apendicular, culminando em apendicite.

Qual a característica da dor na apendicite aguda?

A dor inicial na apendicite aguda é visceral, mal localizada, periumbilical ou epigástrica, devido à distensão do apêndice. Com a progressão da inflamação para o peritônio parietal, a dor migra e se localiza na fossa ilíaca direita, tornando-se somática e mais intensa.

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