FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
São fatores de risco para adenocarcinoma gástrico, EXCETO:
Acalásia é fator de risco para carcinoma espinocelular de esôfago, não adenocarcinoma gástrico.
É crucial diferenciar os fatores de risco para adenocarcinoma gástrico daqueles para outros tipos de câncer gastrointestinal. Enquanto H. pylori, anemia perniciosa, obesidade e síndromes polipoides hereditárias aumentam o risco de câncer gástrico, a acalásia é um fator de risco bem estabelecido para carcinoma espinocelular de esôfago, devido à estase alimentar e inflamação crônica.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, e a identificação de seus fatores de risco é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce. Fatores como a infecção por H. pylori, gastrite atrófica (incluindo a da anemia perniciosa), obesidade e algumas síndromes polipoides hereditárias são bem estabelecidos. A compreensão desses fatores permite a estratificação de risco e a implementação de estratégias de vigilância. É crucial para o residente de medicina diferenciar os fatores de risco específicos para o adenocarcinoma gástrico daqueles que predispõem a outras neoplasias do trato gastrointestinal. Por exemplo, a acalásia, uma doença motora do esôfago, é um fator de risco significativo para o carcinoma espinocelular de esôfago, mas não para o câncer gástrico. Essa distinção é vital para o raciocínio clínico e para a correta abordagem diagnóstica e preventiva. O manejo dos pacientes com fatores de risco envolve desde a erradicação do H. pylori até a vigilância endoscópica em casos de condições pré-malignas. O conhecimento aprofundado desses aspectos é indispensável para a prática clínica e para o sucesso em provas de residência, onde a capacidade de discernir nuances entre patologias é frequentemente testada.
O principal fator de risco infeccioso para adenocarcinoma gástrico é a infecção crônica por Helicobacter pylori (H. pylori), que pode levar a gastrite atrófica e metaplasia intestinal, precursores do câncer.
A anemia perniciosa está associada à gastrite atrófica autoimune, que causa acloridria e metaplasia intestinal, aumentando o risco de adenocarcinoma gástrico e tumores neuroendócrinos gástricos.
A acalásia é um fator de risco bem estabelecido para o carcinoma espinocelular de esôfago, devido à estase alimentar crônica e à inflamação da mucosa esofágica, e não para o adenocarcinoma gástrico.
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