UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente com ferimentos extensos nos membros superiores e inferiores, por colisão de moto com carro, diabético, hipertenso, sem alterações dos sinais vitais. Estado hemodinâmico normal. São fatores que alteram a cicatrização das feridas, EXCETO:
Cicatrização é alterada por hipóxia, diabetes, desnutrição, infecção, corpo estranho e inflamação prolongada.
A cicatrização de feridas é um processo complexo influenciado por múltiplos fatores sistêmicos e locais. Condições como hipóxia tecidual, diabetes mellitus, anemia, desnutrição, presença de corpos estranhos e tecido necrótico são conhecidos por prejudicar significativamente a capacidade do organismo de reparar tecidos.
A cicatrização de feridas é um processo biológico dinâmico e complexo, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Este processo é dividido em fases sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelação. A eficácia da cicatrização é influenciada por uma vasta gama de fatores, tanto locais quanto sistêmicos, que podem otimizar ou prejudicar o reparo. Fatores sistêmicos que alteram a cicatrização incluem condições médicas como diabetes mellitus (que causa microangiopatia, neuropatia e imunossupressão), anemia (reduzindo a oferta de oxigênio), desnutrição (deficiência de proteínas, vitaminas e minerais essenciais), e doenças cardiovasculares ou pulmonares que levam à hipóxia tecidual. Fatores locais abrangem a presença de infecção, corpos estranhos, tecido necrótico, tensão excessiva na ferida e suprimento sanguíneo inadequado. A fase inflamatória, embora crucial para iniciar o processo de limpeza e reparo, pode se tornar um fator prejudicial se for prolongada ou excessiva. Uma inflamação crônica pode levar à degradação contínua da matriz extracelular e à fibrose, impedindo a progressão adequada da cicatrização. O manejo eficaz de feridas exige a identificação e correção desses fatores para promover um reparo tecidual ideal e prevenir complicações.
A hipóxia tecidual compromete a síntese de colágeno, a angiogênese e a função dos fibroblastos e macrófagos, processos essenciais para o reparo tecidual, resultando em cicatrização deficiente.
Doenças como diabetes mellitus (pela microangiopatia e neuropatia), anemia (redução de oxigenação) e desnutrição (deficiência de proteínas e vitaminas) são as que mais impactam negativamente a cicatrização.
Embora a inflamação seja uma fase normal e essencial, uma resposta inflamatória prolongada ou excessiva pode levar à destruição tecidual contínua, fibrose excessiva e atraso na progressão para as fases proliferativa e de remodelação, alterando negativamente o processo.
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