IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
O câncer do endométrio tem aumentado bastante sua prevalência no Brasil, e sua compreensão e seu diagnóstico precoce são fundamentais para um melhor prognóstico. Em relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Fatores protetores câncer de endométrio: ACO hormonal, progestagênios, atividade física, tabagismo (paradoxalmente).
A alternativa correta destaca fatores de proteção para o câncer de endométrio, que incluem o uso de anticoncepcionais hormonais combinados e progestagênios (que antagonizam o efeito estrogênico), a atividade física e, paradoxalmente, o tabagismo, que diminui os níveis de estrogênio endógeno.
O câncer de endométrio é uma neoplasia ginecológica comum, cuja prevalência tem aumentado. A compreensão de seus fatores de risco e proteção é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce. Diferentemente de outras neoplasias, o câncer de endométrio está fortemente associado ao hiperestrogenismo sem oposição de progesterona. Os fatores de proteção para o câncer de endométrio incluem o uso de anticoncepcionais hormonais combinados, que contêm progestagênios que antagonizam o efeito proliferativo do estrogênio no endométrio. O uso de progestagênios isolados também tem efeito protetor. A atividade física regular e a manutenção de um peso saudável reduzem o risco, diminuindo a produção periférica de estrogênio. Curiosamente, o tabagismo é um fator protetor paradoxal, pois pode reduzir os níveis de estrogênio endógeno, embora seus malefícios à saúde superem amplamente esse benefício. É crucial ressaltar que a colpocitologia oncológica (Papanicolau) NÃO é um exame de rastreio para o câncer de endométrio, sendo utilizada para o câncer de colo de útero. O diagnóstico do câncer de endométrio é geralmente suspeitado por sangramento uterino anormal e confirmado por biópsia endometrial. O adenocarcinoma endometrioide é o tipo histológico mais comum e, geralmente, tem melhor prognóstico que outros subtipos mais agressivos. O tratamento nos estádios iniciais é predominantemente cirúrgico, com histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, podendo ser complementado com radioterapia ou quimioterapia em casos selecionados.
Os anticoncepcionais hormonais combinados, especialmente aqueles com progesterona, promovem a atrofia endometrial e antagonizam os efeitos proliferativos do estrogênio, reduzindo o risco de hiperplasia e câncer de endométrio. O efeito protetor aumenta com o tempo de uso.
Sim, o tabagismo é um fator protetor paradoxal para o câncer de endométrio, pois os componentes do tabaco podem diminuir os níveis de estrogênio endógeno, especialmente em mulheres pós-menopausa, reduzindo a proliferação endometrial. No entanto, os riscos gerais do tabagismo superam esse benefício.
Não existe um método de rastreio populacional eficaz para o câncer de endométrio. O diagnóstico geralmente ocorre após a investigação de sangramento uterino anormal pós-menopausa ou em mulheres mais jovens com fatores de risco, sendo a biópsia endometrial o padrão-ouro para confirmação.
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