PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
No neuroblastoma, são sinais de pior prognóstico
Neuroblastoma: pior prognóstico → idade > 18 meses, LDH ↑, ferritina ↑, metástases, amplificação MYCN.
No neuroblastoma, a idade avançada (>18 meses), níveis elevados de LDH e ferritina, metástases (especialmente ósseas) e a amplificação do oncogene MYCN são marcadores de pior prognóstico, indicando doença mais agressiva.
O neuroblastoma é o tumor sólido extracraniano mais comum na infância, originando-se das células da crista neural. Sua apresentação clínica e biologia são extremamente heterogêneas, variando desde formas com regressão espontânea até doenças agressivas e metastáticas. A identificação dos fatores prognósticos é fundamental para estratificar o risco dos pacientes e guiar a intensidade do tratamento, sendo um tópico de grande relevância para residentes de pediatria, oncologia pediátrica e patologia. A fisiopatologia do neuroblastoma envolve alterações genéticas e moleculares, como a amplificação do oncogene MYCN, que está associada a um comportamento mais agressivo. O diagnóstico é feito por biópsia tumoral, exames de imagem e dosagem de catecolaminas urinárias (ácido homovanílico e vanilmandélico). A suspeita deve surgir em crianças com massa abdominal, dor óssea, equimoses periorbitárias ou síndrome de Horner. O tratamento é multimodal, incluindo cirurgia, quimioterapia, radioterapia e, em casos de alto risco, transplante de medula óssea e imunoterapia. O prognóstico é altamente variável e depende da idade ao diagnóstico, estadiamento da doença, presença de metástases e características biológicas do tumor. A compreensão desses fatores permite uma abordagem terapêutica mais personalizada e otimizada, visando melhorar as taxas de sobrevida e minimizar a toxicidade do tratamento.
Os principais fatores de pior prognóstico incluem idade avançada ao diagnóstico (geralmente >18 meses), presença de metástases (especialmente ósseas e medulares), níveis séricos elevados de LDH e ferritina, e a amplificação do oncogene MYCN no tumor.
Crianças diagnosticadas com neuroblastoma antes dos 12 ou 18 meses de idade (dependendo do sistema de estadiamento) geralmente apresentam um prognóstico mais favorável, mesmo com doença metastática, devido à maior probabilidade de regressão espontânea ou maturação tumoral.
Níveis séricos elevados de lactato desidrogenase (LDH) e ferritina são marcadores de atividade tumoral e carga tumoral, sendo associados a um pior prognóstico no neuroblastoma. Eles refletem a agressividade da doença e a extensão do envolvimento sistêmico.
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