SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Em relação ao câncer de tireoide, marque a alternativa correta:
Câncer de tireoide bem-diferenciado: idade < 40 anos no diagnóstico → melhor prognóstico e sobrevida.
A idade é um dos fatores prognósticos mais relevantes no câncer de tireoide bem-diferenciado, com pacientes mais jovens (<40-50 anos) apresentando geralmente um curso mais indolente e melhor sobrevida, mesmo na presença de doença mais avançada. Isso influencia a estratificação de risco e o manejo.
O câncer de tireoide é a neoplasia endócrina mais comum, com incidência crescente. A maioria dos casos é de carcinomas bem-diferenciados, como o papilífero e o folicular, que geralmente apresentam um excelente prognóstico. A estratificação de risco é crucial para guiar o tratamento e o acompanhamento, e fatores como idade, tamanho do tumor, extensão da doença e presença de metástases são determinantes. A fisiopatologia do câncer de tireoide envolve mutações genéticas em vias de sinalização que regulam o crescimento e a diferenciação celular, como BRAF e RAS. O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia cervical e pela punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de nódulos suspeitos. A suspeita clínica surge com a detecção de nódulos tireoidianos, que são muito comuns na população geral, mas apenas uma pequena porcentagem é maligna. O tratamento padrão para a maioria dos cânceres de tireoide bem-diferenciados é a tireoidectomia, que pode ser total ou parcial, dependendo do estágio e dos fatores de risco. A terapia com iodo radioativo pode ser indicada para ablação de tecido tireoidiano remanescente ou tratamento de metástases. O acompanhamento envolve dosagem de tireoglobulina e ultrassonografia para monitorar recorrências. O prognóstico geral é muito bom, especialmente para pacientes jovens com doença localizada.
Os principais fatores incluem idade ao diagnóstico, tamanho do tumor, extensão extratireoidiana, presença de metástases linfonodais e metástases à distância, e subtipo histológico.
Pacientes mais jovens (<40-50 anos) tendem a ter um curso mais indolente e melhor sobrevida, mesmo com doença mais extensa, enquanto em idosos a doença tende a ser mais agressiva.
Ambos são bem-diferenciados e têm bom prognóstico. O papilífero é mais comum e frequentemente metastatiza para linfonodos, enquanto o folicular é mais propenso a metástases hematogênicas para pulmão e ossos.
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