Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Para o entendimento de aspectos laboratoriais da Artrite Reumatoide que estão relacionados à progressão da destruição. Os fatores de prognóstico são listados abaixo, indique o ERRADO:
AR: Fatores de mau prognóstico → FR/anti-CCP altos, provas inflamatórias persistentes, manifestações extra-articulares, poliartrite.
Um pequeno número de articulações edemaciadas (oligoartrite) geralmente indica um prognóstico mais favorável na Artrite Reumatoide, ao contrário de um grande número (poliartrite), que é um fator de mau prognóstico e progressão da doença.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações, mas pode ter manifestações sistêmicas. É crucial para o residente identificar os fatores de mau prognóstico para estratificar o risco do paciente e instituir um tratamento mais agressivo precocemente, visando prevenir a destruição articular e melhorar a qualidade de vida. A prevalência da AR é de cerca de 0,5% a 1% da população adulta. Os fatores de mau prognóstico na AR incluem a presença de autoanticorpos (Fator Reumatoide e anti-CCP) em títulos elevados, que indicam uma doença mais agressiva e maior risco de erosões. Provas inflamatórias como VHS e PCR persistentemente elevadas refletem atividade inflamatória contínua e risco de dano estrutural. Manifestações extra-articulares, como nódulos reumatoides, vasculite ou envolvimento pulmonar/cardíaco, também são indicativos de doença mais grave. Por fim, o envolvimento de um grande número de articulações (poliartrite) é um marcador de pior prognóstico, ao contrário de um pequeno número (oligoartrite). O tratamento da AR é individualizado e visa o controle da inflamação, alívio da dor, prevenção da destruição articular e manutenção da função. O prognóstico da AR melhorou significativamente com o advento de novas terapias, como os agentes biológicos e inibidores de JAK, mas a identificação precoce dos pacientes de alto risco é fundamental para otimizar os resultados e evitar sequelas irreversíveis.
Os principais fatores incluem títulos elevados de Fator Reumatoide (FR) e anti-CCP, provas inflamatórias persistentemente elevadas (VHS, PCR), presença de manifestações extra-articulares e poliartrite (grande número de articulações edemaciadas).
Títulos elevados desses autoanticorpos estão associados a uma doença mais agressiva, maior risco de erosões articulares e pior resposta ao tratamento, refletindo uma autoimunidade mais intensa e persistente.
A presença de manifestações extra-articulares, como nódulos reumatoides, vasculite, pleurite ou pericardite, indica uma doença sistêmica mais grave e está associada a um pior prognóstico e maior morbimortalidade.
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