SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2015
A taxa de mortalidade no estado de São Paulo, devido ao tétano, encontra-se entre 20 e 40%, sendo muito superior a dos países desenvolvidos. Relacionam-se com a letalidade do tétano, EXCETO:
Letalidade do tétano: ↑ com idade, disautonomia e necessidade de VM. Uso de sedativos/ATB é tratamento, não fator direto de letalidade.
A letalidade do tétano é influenciada por diversos fatores relacionados à gravidade da doença e às complicações. Idade avançada ou muito jovem, a presença e dificuldade de controle da disautonomia (instabilidade autonômica) e a necessidade de ventilação mecânica (indicando espasmos graves ou insuficiência respiratória) são fatores que aumentam significativamente a mortalidade. O uso de sedativos e antibióticos, embora parte essencial do tratamento, não são fatores que *se relacionam com a letalidade* no mesmo sentido que os outros, mas sim medidas para combatê-la.
O tétano é uma doença infecciosa grave, não contagiosa, causada pela neurotoxina tetanospasmina produzida pelo Clostridium tetani. A infecção ocorre por meio da contaminação de ferimentos com esporos da bactéria. A doença é caracterizada por espasmos musculares dolorosos e rigidez, podendo evoluir para insuficiência respiratória e disfunção autonômica. A letalidade do tétano ainda é alta, especialmente em países em desenvolvimento, e é influenciada pela idade do paciente, pela gravidade das manifestações clínicas e pela capacidade de suporte intensivo, como o manejo da ventilação mecânica e da disautonomia. A vacinação é a principal medida preventiva.
Os fatores mais diretamente relacionados ao aumento da letalidade no tétano incluem a idade do paciente (extremos de idade), a gravidade dos espasmos, a presença e dificuldade de controle da disautonomia e a necessidade de ventilação mecânica devido a insuficiência respiratória ou espasmos laríngeos.
O controle da disautonomia é crucial, pois a instabilidade autonômica pode levar a arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão grave, e outras disfunções orgânicas que contribuem significativamente para a mortalidade. Um manejo eficaz da disautonomia melhora o prognóstico.
Sedativos são utilizados para controlar os espasmos musculares e a dor, enquanto os antibióticos (como metronidazol) visam erradicar a bactéria Clostridium tetani. Embora essenciais para o tratamento e para reduzir complicações, eles são intervenções terapêuticas e não fatores que *causam* o aumento da letalidade, mas sim que buscam *diminuí-la*.
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