HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Há vários fatores cardíacos e não cardíacos não diretamente relacionados com a biologia da insuficiência cardíaca (IC) que podem piorar os sintomas da IC e levar a hospitalização em casos agudos. A identificação, a prevenção e o tratamento precoce desses casos devem ser o alvo dos programas de manejo da doença. Sendo assim, é INCORRETO afirmar nas alternativas abaixo:
Anemia na IC → pior prognóstico, mas sua correção PODE melhorar sintomas e qualidade de vida.
A anemia é um fator comum e de mau prognóstico na IC, e sua correção, especialmente da deficiência de ferro, tem demonstrado melhorar os sintomas, a capacidade funcional e a qualidade de vida, contrariando a afirmação da alternativa B.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome crônica e progressiva, mas sua estabilidade pode ser comprometida por diversos fatores, tanto cardíacos quanto não cardíacos, que levam à descompensação e hospitalização. A identificação e o manejo desses fatores são cruciais para otimizar o tratamento e melhorar o prognóstico dos pacientes. Entre os fatores cardíacos, destacam-se as valvopatias (como a estenose aórtica e a regurgitação mitral), que impõem sobrecarga ao miocárdio, e a hipertensão arterial sistêmica, que é uma das principais causas de IC, especialmente em idosos com hipertrofia ventricular esquerda e disfunção diastólica. Fatores não cardíacos incluem a anemia, que é comum na IC e está associada a piores desfechos, mas cuja correção (especialmente da deficiência de ferro) pode melhorar significativamente os sintomas e a qualidade de vida. Outros fatores importantes são as disfunções tireoidianas (hipo e hipertireoidismo), infecções, arritmias, má adesão medicamentosa, uso de medicamentos cardiotóxicos (ex: AINEs) e disfunção renal. O manejo desses fatores envolve o tratamento específico da condição subjacente, otimização da terapia da IC e educação do paciente para adesão e reconhecimento precoce de sinais de piora.
A anemia na insuficiência cardíaca aumenta o trabalho cardíaco para manter a oferta de oxigênio aos tecidos, levando à piora dos sintomas, redução da capacidade funcional, maior risco de hospitalização e aumento da mortalidade.
Valvopatias como a estenose aórtica, insuficiência mitral e insuficiência aórtica são importantes causas de insuficiência cardíaca, pois impõem sobrecarga de pressão ou volume ao coração, levando à disfunção ventricular.
Tanto o hipotireoidismo (reduz a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco) quanto o hipertireoidismo (aumenta a demanda metabólica e a frequência cardíaca) podem exacerbar ou precipitar a insuficiência cardíaca.
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